Diogo Machado (ao centro, arquivo).

Diogo Soares Machado, 56 anos, antigo deputado municipal do CDS, é o cabeça de lista do Chega para a Câmara de Aveiro, tendo anunciado como “primeira ação” a realização de uma “auditoria completa” à gestão municipal desde 2014, temendo um novo descontrolo financeiro por força de empreitadas como o novo ‘pavilhão oficina’, obrigando a contrair um empréstimo de  22 milhões de euros. “Se em 2023 estávamos a 30 milhões do máximo, significa que só estamos a oito do limite de endividamento”, referiu.

Revelou, também, que aceitação da sua candidatura foi condicionada à garantia de apoio da direção nacional do partido para que interceda junto do Governo pela construção de um novo hospital “central e universitário” em Aveiro a quatro anos.

O cabeça de lista disse que “a democracia em Aveiro está em perigo e a decência a perder por falta de comparência”, porque “os mesmos de sempre não geraram dentro de si próprios outras alternativas que não dois irmãos: um, que deixou 250 milhões de dívidas, arroga-se a dizer que tem as melhores ideias e de certeza não tem noção do que custa o que papagueia; o do outro bloco foi durante oito anos muleta do atual executivo, não se lhe ouviu uma palavra crítica construtiva”.

“Fazer diferente para ter resultados diferentes” é o mote da candidatura que irá apresentar aos aveirenses “12 compromissos” para dar “um novo rumo” da autarquia. “Deem-me uma oportunidade de mostrar que é possível mais e melhor”, apelou, citando André Ventura, líder do Chega.

Para localização do novo hospital (sem abdicar de manter o atual com novas funcionalidades de saúde), o candidato apontou os terrenos da empresa Parque Desportivo de Aveiro onde a Câmara é acionista minoritária da sociedade com a Visabeira.

Diogo Machado, empresário, chegou a ser deputado municipal pelo CDS. Mais tarde exerceu o cargo de Director Geral da antiga empresa municipal AveiroExpo, que deixou depois de Ribau Esteves conquistar a Câmara a Élio Maia, em 2013. Seria expulso do CDS por ter integrado o movimento independente que Élio Maia promoveu para concorrer ao terceiro mandato.

Agora filiado no Chega, tendo responsabilidades partidárias ao nível concelhio, Diogo Machado apresentou-se como candidato à presidência da Câmara anunciando “12 compromissos” gerais (saúde, segurança, famílias, rigor, contas municipais, cultura, fiscalidade, habitação, entre outras) que, a seu tempo serão particularizadas com medidas a figurar no programa eleitoral.

Discurso direto

“Com três vereadores ficamos todos empatados. Não concorremos para nos coligarmos com quer que seja. A partir do momento que os aveirenses disserem o que querem, decidiremos o que fazer” – Diogo Machado (mais declarações partilhadas abaixo ou através deste link).

A lista para a Câmara inclui Paula Sofia, Jacinta Marta Cunha, Carlos Balseiro e Vasco Sousa, entre outros ainda mantidos sob reserva.

O Chega vai concorrer a todas as freguesias do concelho de Aveiro.

Para a Assembleia Municipal, o partido de André Ventura apresenta o jurista Armando Grave, que é atualmente deputado do partido (a cumprir o segundo mandato).

Nuno Tavares, antigo deputado municipal do PSD em Aveiro, não filiado no Chega, é o mandatário da lista.

O partido conseguiu em 2021 o seu primeiro eleito em Aveiro, mais concretamente um vogal na Assembleia Municipal. Na altura, foi o quarto partido mais votado, atrás do Bloco de Esquerda, com 1.144 votos.

Nas legislativas antecipadas deste ano, o Chega foi o terceiro partido mais votado no concelho de Aveiro, com 8.844 votos, atrás do PS (9.705 votos).

(em atualização)

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