
A Unimadeiras propõe “um plano de recuperação sustentável da floresta como alternativa aos parques públicos de madeira e ao recente anúncio do Governo”.
A empresa com sede em Albergaria-A-Velha, que se assume como “o maior grupo de certificação em gestão florestal”, defende que o Estado pode poupar se “apoiar diretamente os proprietários”, fazendo aplicar “metas mais duradouras e eficazes na necessidade urgente da prevenção.”
Depois dos danos causados pelas recentes tempestades em várias áreas florestais do país, a Unimadeira divulgou “uma proposta de política pública que visa estabilizar o mercado da madeira e acelerar a recuperação do potencial produtivo”.
“Uma alternativa à criação de parques públicos de armazenamento de madeira, uma medida defendida por alguns produtores florestais para evitar a queda abrupta dos preços após eventos climáticos extremos”, explica o comunicado.
A Unimadeiras propõe “um modelo diferente que tem na base um incentivo público à recuperação do potencial florestal em vez da intervenção direta do Estado na compra e no armazenamento de madeira”.
Segundo o maior grupo florestal português, tal permitirá “responder à emergência económica criada por eventos climáticos extremos, enquanto reforça a resiliência estrutural da floresta portuguesa.”
Citado na nota de imprensa, Nuno Pinto, Diretor de Sustentabilidade e Inovação do grupo Unimadeiras SA, invoca a “experiência” para concluir que “os parques públicos de madeira não resolveram os problemas estruturais do setor e acabaram por gerar custos elevados, distorções no mercado e até casos de fraude que lesaram o Estado.”
Assim, “uma parte da solução” deverá passar por “apoiar diretamente os proprietários, promovendo a gestão ativa e certificada.”
A medida anunciada pelo Governo “fica aquém porque está essencialmente focada na limpeza das áreas afetadas e na remoção da madeira derrubada”, enquanto que a proposta do grupo de produtores tem “uma abordagem um pouco diferente, centrada na recuperação do potencial produtivo da floresta, na estabilização do mercado da madeira e na promoção de gestão florestal ativa e certificada”. “Uma visão inovadora, mais eficiente, mais justa e que contribui verdadeiramente para uma floresta mais resiliente”.
Exclusivamente para proprietários com gestão florestal
Nesta posição que a Unimadeiras fará chegar ao Ministério da Administração Interna e grupos parlamentares setoriais correspondentes é defendida, ainda, “uma garantia associada à gestão sustentável, assegurando que os apoios públicos sejam atribuídos exclusivamente aos proprietários que adotem práticas verificáveis de gestão florestal, participem em mosaicos de gestão territorial e assegurem a manutenção das áreas reflorestadas.”
Uma “política que permitirá simultaneamente acelerar a recuperação das áreas afetadas pelas tempestades, reduzir riscos fitossanitários associados à madeira derrubada, estabilizar o funcionamento do mercado da madeira, promover uma gestão mais integrada da paisagem florestal e começar a reduzir o risco de incêndios.”
As estimativas preliminares dão conta que as tempestades de fevereiro provocaram a queda de cerca de dois milhões de toneladas de madeira, sobretudo em povoamentos de pinheiro-bravo na Região Centro.
“Um volume extraordinário”, que “representa um choque súbito de oferta no mercado, com impactos logísticos e económicos significativos para proprietários florestais e operadores da fileira.”
A Unimadeiras tem cerca de 700 acionistas e uma rede alargada de mais de 6.000 produtores florestais, “assumindo uma posição de liderança no comércio por grosso de madeira em bruto e produtos derivados em Portugal.” Atualmente, encontra-se associada a uma área florestal certificada superior a 96.000 hectares.
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