Covid-19 / Ovar: Indústria sem ordem expressa de encerramento motiva críticas ao Governo

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Fiscaluzação de acessos a Ovar (Foto de Artur Correia, Facebook).
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A ‘cerca sanitária’ montada, desde o início da madrugada, em Ovar para evitar ao máximo a permanência de pessoas fora de casa, imposta pela declaração do estado de calamidade pelo Governo como medida de contenção da pandemia de Covid-19, faz-se sentir, esta manhã, com a presença visível das autoridades policiais no controlo dos acessos de entrada e saída no concelho.

O que não tem impedido, segundo relatos nas rede sociais, pessoas que furam os bloqueios, designadamente quem tem emprego fora do concelho ou vem de localidades vizinhas para trabalhar.

Na atividade laboral, várias empresas industrias locais já tinham optando por suspender a atividade fabril, no entanto existem relatos de outros casos em que os trabalhadores continuam a ser convocados para se apresentarem ao serviço.

De resto, o despacho governamental, na sua versão definitiva, publicada hoje no Diário da República, não abrange de forma expressa o encerramento da indústria, como se refere ao fecho de estabelecimentos comerciais de bens não essenciais.

A Ramada (antiga F. Ramada), ligada à transformação e comercialização de aço, por exemplo, recuou na decisão anteriormente comunicada e manteve a laboração, como dá conta um novo comunicado divulgado pelo jornal Expresso.

A Autoridade de Saúde Regional também não referia, na sua fundamentação, à atividade industrial.

O presidente da Câmara, Salvador Malheiro, mostrou-se surpreendido e desagradado com a alteração introduzida, imputando responsabilidades ao Governo (Informação ao minuto Covid-19 na RTP).

Um dos vereadores do PS na Câmara de Ovar, Artur Duarte, anunciou que os eleitos socialistas vão pedir ao executivo uma clarificação das entidades competentes, “levando-as a tomar as medidas que se impõe, de molde a tornar mais efectivas e eficientes as medidas de combate à pandemia decretadas para o Concelho de Ovar.”

Operários residentes no concelho vareiro ‘marcaram o ponto’ nos seus trabalhos em localidades vizinhas, contornando a proibição de saída.

O Diário da Feira confirmou que 27 trabalhadores residentes em Ovar apresentaram-se hoje ao trabalho na Granorte (transformação de cortiça), tendo a empresa feirense manifestado o seu desagrado e pedido que regressassem a casa, cumprindo as medidas que lhes foram impostas.

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