Covid-19: Inquérito releva ‘abalo’ causado pela pandemia nas empresas da região

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AIDA (Aveiro).
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48% das empresas que tiveram de suspender parcial ou temporariamente a atividade devido à pandemia do Covid-19 não tinham, no início do mês, “quaisquer perspetivas” de reabrir.

É um dos dados do quarto inquérito feito pela Associação Industrial do Distrito de Aveiro (AIDA) para acompanhar o impacto do problema de saúde pública no tecido empresarial.

Das 147 empresas abordadas, 33% referiu conta regressar ao trabalho em Maio e 21% entre Junho e Outubro.

A amostra é constituída por 36% de micro empresas, 46% de pequenas empresas, 16% de médias empresas e 2% de grandes empresas.

O sector da metalurgia e metalomecânica tem maior peso, com 37%, seguindo “outros serviços” (20%) e o comércio (18%).

Quase metade das empresas continuaram em funcionamento, 36,1% mantiveram-se em actividade parcial e 12,9% suspendeu temporariamente a actividade. 1,3% declarou já ter optado por encerrar “definitivamente” (neste caso são micro empresas que responderam ao inquérito).

Indicadores

» 85,7% das empresas responderam terem tido uma redução no volume de negócios. Apenas 3,4% referiu ter tido um aumento;

» 88% das empresas têm expectativas de impato negativo para o final do ano;

» Das 51 empresas que responderam ter entrado em lay-off, verifica-se que 1203 trabalhadores estão em lay-off parcial e 125 em lay-off total;

» 95,9% das empresas responderam não terem sido obrigadas a despedir pessoal com contratos por tempo indeterminado;

» 15,6% foram forçadas a não renovar contratos a prazo, com maior incidência nas pequenas empresas;

» Mais de metade das empresas inquiridas (50,3%) referem estar em teletrabalho o que representa um total de 452 colaboradores;

» 21,8% alterou parcialmente a atividade, com relevo para micro e pequenas empresas;

» 31,3% das empresas já beneficiou das medidas de apoio governamentais;

» Relativamente à suspensão do pagamento das obrigações fiscais e contributivas, 29,3% dos inquiridos referiu já ter beneficiado;

» 8,8% das empresas inquiridas, que representam maioritariamente as pequenas e microempresas, referiram que a sua empresa só conseguirá manter a sua actividade pelo prazo inferior a um mês, caso não sejam criadas medidas adicionais de apoio à liquidez;

» A grande maioria das empresas (96,6%) referiu já ter definido um guia de orientação com as medidas internas adequadas para a prevenção da transmissão do Covid-19.

Mais informações

Consultar inquéritos da AIDA

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