
A empresa cerâmica Costa Verde, com fábricas em Vagos, e a Universidade de Aveiro (UA) estão envolvidas num “projeto pioneiro” que “pretende investigar e desenvolver soluções inovadoras para a valorização de resíduos poliméricos provenientes da produção”, o que contribuirá “para uma maior sustentabilidade ambiental, eficiência produtiva e competitividade no setor.”
Com um custo que ronda 1.180 milhões de euros (custo elegível de 476.440 euros), terá apoio financeiro da União Europeia de quase 272.500 euros.
O consórcio promotor do projeto CiPoCer – Circular Polymers for Ceramics tem como objetivo “dar uma nova vida aos resíduos gerados pela produção de cerâmica de louça de mesa”.
O que passará pela “valorização” de resíduos de polímeros que resultam do processo produtivo do setor cerâmico, nomeadamente o poliuretano (PU) e o poli metacrilato de metilo (PMMA). Materiais que, “apesar de terem grande utilidade industrial, apresentam um problema comum: não são biodegradáveis e, na maioria das vezes, acabam em aterros ou são incinerados, com forte impacto ambiental.”
O projeto “aposta em processos inovadores de reciclagem” através de uma técnica chamada acidólise, que permite recuperar polióis reciclados e reintegrá-los na produção, substituindo até 30% das matérias-primas virgens.
Já no caso do PMMA, será utilizada a pirólise, um processo que o transforma novamente em metacrilato de metilo (MMA), pronto para ser reutilizado na produção de novos moldes. Além disso, este processo gera energia térmica excedente, que poderá ser aproveitada nas fases de secagem da produção cerâmica, tornando todo o sistema mais eficiente e sustentável.
O CiPoCer “posiciona-se como uma resposta concreta, aliando ciência, inovação e indústria para criar valor onde antes havia desperdício.”
Uma “oportunidade” para as empresas reduzirem custos de produção e reforçarem a sua competitividade no mercado, dando, ao mesmo tempo, “um contributo importante na transição para uma economia mais circular, moderna e ecológica.”
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