Confinamento: fim à vista?

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Ponte de ligação da Baixa de Santo António ao parque Infante D. Pedro (Aveiro).
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Os efeitos da pandemia atual foram observados em todo o país e Aveiro não foi exceção. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), no 4º trimestre de 2020 a taxa de desemprego em Portugal foi de 7,1%. Valor traduzido face aos efeitos gerados pelos tempos de covid-19.

São vários os meios de comunicação que relatam as dificuldades que os empregadores têm vivido durante estes longos meses de pandemia. Há sectores que têm tido a capacidade de se adaptar e gerir os seus negócios face às restrições que têm sido implementadas pelo governo ao longo dos últimos meses. Contudo, outros sectores deparam-se ainda com algumas dificuldades neste aspeto.

Termos como teletrabalho, videoconferências, compras online e até mesmo eventos online, são já comuns no quotidiano dos portugueses. De repente, fomos de forma geral, obrigados a nos adaptar às novas tecnologias e diminuir, de certa parte, o distanciamento físico e procurar uma aproximação através de um ecrã.

Mitigação do distanciamento social

A Câmara Municipal de Aveiro, tem tido um papel fundamental na forma como a informação chega a todos os cidadãos. A atualização frequente do website com normas, regras e difusão de informação, é essencial atualmente.

Para muitos, é cada vez mais frequente a procura de ajuda psicológica. A solidão e a ansiedade emocional nos tempos atuais, são sentimentos que abrangem cada vez mais a nossa sociedade. Foram criados apoios psicológicos através da Linha SNS 24 devido às alterações de vida provocadas pela atual pandemia. Contudo, a necessidade de comunicar com alguém, nem sempre se limita a ajuda psicológica.

Mesmo os indivíduos com uma saúde mental intacta, sentem a necessidade de relacionar-se socialmente, em especial a população solteira que não pode «partilhar a vida em confinamento» com a sua cara metade. A pandemia veio acelerar uma tendência já verificada nos últimos anos: o aumento da utilização de sites de encontros amorosos. Mesmo com um eventual levantar das restrições, as empresas que promovem este tipo de plataformas, como o Lovino, não anteveem uma quebra na procura por estes serviços. Embora exista o estigma que são essencialmente as gerações mais novas a utilizar estas ferramentas, são cada vez mais comuns os sites de encontros direcionados para uma faixa etária mais avançada, que procuram corresponder a situações de solidão originadas por um divórcio ou uma viuvez – mais uma vez, o surto de covid-19 veio acelerar uma tendência que já se desenhava no período pré-pandémico.

Adaptação das empresas em tempos de covid

Segundo o Observador, cerca de 200 empresas abriram insolvência em Aveiro durante o ano de 2020. Uma cidade jovem, conhecida por agregar vários tipos de indústrias e com uma grande procura turística, vê-se agora parada e deserta, face a 2019.

Para algumas empresas, a adaptação às restrições atuais foi um grande desafio. O que ‘antigamente’ era tomado como garantido, hoje já não é. Muitos dos trabalhadores que se encontram atualmente em teletrabalho em Portugal, não se deparam com questões matinais como o trânsito. Deparam-se de outra forma com novas rotinas, como preparar os diversos computadores para que os seus filhos possam aceder às aulas e em simultâneo preparar o seu novo “local” de trabalho.

É imperativo que as rotinas mudem, bem como o quotidiano empresarial. São vários os exemplos das empresas que também passaram a ter novas rotinas relacionadas com a gestão dos seus funcionários. Empresas que antigamente não possuíam website, viram-se de certa forma obrigadas, neste momento, a estar presente no mundo digital. Provavelmente, os seus volumes de negócios tiveram uma descida abismal, que levou as empresas a procurar abordagens diferentes para se adaptarem aos novos tempos.

Exemplos como, a Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro, que divulga a cultura científica e tecnológica aos mais pequenos, viu a necessidade de continuar a divulgar os seus conteúdos através do seu website. Os mais pequenos continuam a ter acesso à ciência, bem como a desafios e atividades para toda a família, propostos por esta entidade.

O maior desafio de sempre para a restauração

Os profissionais da restauração vivem, indubitavelmente, o período mais difícil que alguma vez enfrentaram: a ausência de clientes nos estabelecimentos. Os encontros de fim de semana na praça do Rossio, já não são possíveis, mas graças à proatividade do setor, continua a ser possível deliciar-se com a gastronomia aveirense. A escolha é ampla e não precisa de perder muito tempo para encontrar o que pretende. A maioria dos restaurantes continua a servir as suas refeições prediletas em regime de take-away ou até mesmo com entregas ao domicílio. Com uma breve pesquisa como “encomendar comida em Aveiro” pode aceder de imediato aos serviços de entrega disponíveis.

São vários os exemplos que poderiam ser abordados nas diferentes áreas empresariais que foram afetadas pela atual pandemia e que da melhor forma que puderam, renovaram a sua missão, bem como o modo de operação como empresa. Resta-nos dar uma salva de palmas a todos os sectores nacionais. Os esforços para que tudo volte à antiga normalidade não param, e cabe-nos contribuir da melhor forma que nos for possível.

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