Como os brindes publicitários colaborativos podem ajudar na recuperação pós-crise?

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Depois de um ano e meio particularmente desafiante para a grande maioria das empresas, especialmente da área do Retalho, o alívio trazido pela vacinação maciça fez com que os clientes regressassem paulatinamente às lojas fazendo disparar o consumo para valores próximos no pré-pandemia.

Contudo, apesar da melhora na faturação dos negócios portugueses, ainda há muito a fazer para que a recuperação seja totalmente conseguida, em particular no que concerne na ligação loja-cliente, relação que sofreu um forte revés com as restrições à circulação impostas durante o período mais complicado da luta conta a pandemia.

Se o tempo não está para grandes investimentos, uma boa forma de fortalecer esta relação e obter um retorno interessante passa, sem sombra de dúvidas, pela adoção de estratégias de marketing que, apesar do seu baixo custo, conseguem excelentes resultados, como é o caso dos brindes publicitários.

Quando uma ação deste tipo é bem planeada, acaba por gerar uma empatia imediata entre a empresa e o potencial cliente promovendo, consequentemente, o aumento da frequência de compras e a “memória da marca”.

Mas, afinal de contas, porque é que os brindes publicitários têm tanto sucesso?

De acordo com Diederick de Koning, um dos fundadores da Gift Campaign, empresa especializada na personalização de artigos publicitários, que chegou a Portugal no segundo trimestre de 2020, o sucesso dos brindes publicitários, “está relacionado com vários pontos fundamentais: primeiro, a lei da reciprocidade, que defende que os destinatários de um presente normalmente sentem a necessidade de retribuir o favor a quem ofereceu. Depois, vem a parte económica. Principalmente quando comprados em grandes quantidades, estes produtos são bastante baratos e permitem organizar uma ação de marketing com um impacto considerável a um custo baixo, tendo também um alto retorno do investimento”.

A estes fatores, o responsável por esta empresa que disponibiliza uma enorme plêiade de brindes publicitários, entre os quais os sacos personalizados, sublinha ainda o “fator surpresa” que ressalta da oferta ao cliente de algo de que ele não estava à espera.

Por fim, como realça de Koning, “é importante referir a componente publicitária. Estes objetos personalizados geram muita visibilidade para as marcas, principalmente quando se tratam de artigos que são usados com regularidade, como é o caso de uma garrafa, uma caneca ou uma esferográfica, para dar apenas alguns exemplos. Além disso, contribuem para criar um vínculo positivo entre a pessoa e a empresa”.

Apesar de já ser datado de 2015, o estudo “A magia do brinde”, realizado pela consultora PiniOn, registou que 16,57% dos clientes entrevistados trocariam de marca imediatamente se uma empresa concorrente lhes oferecesse um brinde atrativo, percentagem que sobe para os 61% quando nos focamos na faixa etária dos 35 aos 40 anos.

A respeito da eficácia do brinde na fidelização de um cliente, este estudo acaba por apontar uma interessante tendência: 76% dos entrevistados referiu como “bastante provável” o retorno à loja que ofereceu o brinde.

Este é um dado significativo, uma vez que vários segmentos do Retalho devem uma parte significativa da sua faturação aos clientes que retornam à loja para comprar novos produtos.

A importância da escolha do brinde

Oferecer um brinde não é, por si só, uma garantia de maior engajamento com o cliente e vendas. Antes de partir para uma estratégia de marketing assente na oferta de brindes publicitários, deve-se pensar bem no tipo de produto que se oferece.

Regressando ao estudo da consultora PiniOn, o documento regista que 50% dos homens inquiridos prefere brindes tecnológicos – como pen drives ou fones – enquanto no público feminino, a preferência é por produtos de beleza (34%).

De acordo com a experiência da Gift Campaign, de Koning afirma que “durante os últimos meses, os brindes relacionados com produtos de proteção e anti contágio” foram os mais vendidos.

Para além das máscaras personalizadas, as canetas foram outro dos brindes com mais saída no mercado português.

“As canetas representam um grande volume das encomendas que recebemos, já que muitas empresas fazem questão de que se utilizem estes acessórios de maneira individual, por higiene e proteção, seja entre funcionários como entre clientes, que agora as levam com eles para casa depois de assinar um documento ou preencher um formulário”, sublinha o responsável da Gift Campaign.

Em virtude desta situação, os pedidos das marcas para que os brindes, especialmente canetas e canecas, sejam personalizados têm crescido. Em sentido inverso, e porque não existiram grandes eventos de massas no verão, as vendas de óculos de sol e bolsas de praia caíram consideravelmente.

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