Check-list para um turismo mais sustentável

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Passadiços de Aveiro.

Nos últimos tempos temos assistido a uma maior preocupação com a sustentabilidade, atendendo, sobretudo aos pressupostos acordados na Agenda 2030 no sentido de atender aos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável).

Por Mariana Marques *

No entanto, muito embora algum caminho esteja a ser aberto, no setor do turismo ainda muito pode ser feito. De acordo com um estudo da Universidade de Sidney, em 2019 o turismo era considerado um dos setores mais poluentes, sendo responsável por 8% das emissões de CO2. Entretanto a pandemia fechou a grande maioria dos negócios da área mundialmente e o nível de poluição associado ao turismo, obviamente, baixou. Mas e agora que tudo reabriu novamente? Está o setor a tomar precauções relativamente à sustentabilidade?

Pequenos pormenores podem ser implementados pelo setor no sentido de ajudar a tornar o negócio mais amigo do ambiente e das pessoas. Sim, porque o termo sustentabilidade não está apenas relacionado com o ambiente, tendo uma estreita ligação com o bem-estar de pessoas e com a economia. Muito há para escrever sobre medidas que podem ser implementadas, mas apresentam-se algumas simples, e fáceis de concretizar:

– Aproveitamento da água da chuva para a rega de jardins e eventuais hortas;

– E porque não utilizar essa água da chuva para fazer descarga nas sanitas?;

– Utilização de energia solar;

– Colocação de torneiras com sensor;

– Incentivo à utilização de transportes públicos e/ou viaturas elétricas;

– Fazer separação do lixo, reduzindo igualmente a utilização de plásticos;

– Comprar produtos e matéria-prima a produtores locais, sempre que possível;

– Quando o negócio tem catering, há que dar utilidade às sobras. As mesmas podem ser entregues a alguma associação local;

– Empregar pessoas com deficiência, adaptando as funções ao handicap de cada um, reforço a política de sustentabilidade corporativa;

– Apresenta-se, por último, uma solução que ainda só está disponível na Suíça, mas que chegará, a seu tempo, a Portugal. Trata-se da utilização de bolas de café em vez de cápsulas. Nestas bolas, o café é comprimido numa camada feita à base de algas marinhas, mantendo intacto o sabor do café.

Muito mais pode ser feito para trabalhar a sustentabilidade no setor do turismo e não pode o setor continuar a esquecer que o futuro está a um passo e que, com pequenas ações pode mudar mentalidades e tornar o mundo melhor nos próximos anos.

* Investigadora e Docente do ISG – Instituto Superior de Gestão. Artigo publicado originalmente no site Publituris https://www.publituris.pt.

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