CDU Aveiro apostada em “reforçar” votação nas legislativas

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Apresentação da lista da CDU para as legislativas de 2022 em Aveiro (Foto PCP de Aveiro).
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Adelino Nunes, coordenador da União de Sindicatos de Aveiro (USA), 59 anos, apresentou-se este sábado à frente da lista da CDU pelo distrito de Aveiro para as próximas eleições legislativas com a expetativa de “reforçar” a votação da coligação PCP-PEV e, dessa forma, contribuir, também, para o aumento dos eleitos da coligação no parlamento.

Depois da candidatura de Joaquim Almeida em 2002, os comunistas voltam a apostar num sindicalista no circulo distrital para conseguir a eleição para a Assembleia da República.

O coordenador da USA sucede a Miguel Viegas, que foi cabeça-de-lista nos últimos quatro atos eleitorais para as legislativas.

João Sousa, agricultor e dirigente sindical, é o mandatário.

Na primeiro intervenção como candidato, Adelino Nunes sublinhou a aposta da CDU em apresentar uma lista de candidatos fortemente participada por ativistas sindicais “com provas dadas de trabalho, que conhece bem as populações e necessidades do distrito”.

Ao transpor as grandes linhas orientadoras nacionais da CDU para a nova legislatura, o sindicalista assumiu vários compromissos para o distrito.

Na saúde, a coligação defende a reabertura de serviços de urgência em Espinho, Estarreja e Ovar, assim de unidades de saúde locais encerradas.

Na “valorização dos transportes públicos”, propôs um plano de mobilidade para o distrito e a requalificação do Vouguinha, mantendo também a exigência do fim de portagens nas ex-Scut.

Adelino Nunes entende que é necessário “um plano de reindustrialização” para o distrito virado para sectores como os textéis, calçado e metalurgia.

Na lista de propostas figuram, entre outras, também, medidas para a recuperação da Ria de Aveiro e apoios à pesca.

Discurso direto

“A CDU reafirma a necessidade de uma resposta aos problema do distrito e do País, com medidas para promover o desenvolvimento económico sustentado e aumento geral dos salários como emergência nacional, porque não há futuro para o País baseado em baixos salários.
O nosso projeto faz o combate às políticas de imposição determinadas pelas grandes potências e subordinados aos grandes grupos financeiros e estão na origem no agravamento da exploração, das desigualdades sociais e empobrecimento, políticas para levar mais a desregulação laboral, as reformas e pensões, aumento da idade de reforma, o desinvestimento dos serviços públicos e sua privatização” – Adelino Nunes.

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