
“O Palhaço de Cara Limpa”, do cineasta brasileiro Camilo Cavalcante foi o “grande vencedor” do Avanca Film Festival.
Filmado nas ruas do Recife, “como um manifesto poético e desesperado”, a obra ocorre no ano de 2016 “no país mergulhado numa crise política, restando ao artista mergulhar na sua arte como a única utopia ainda possível”, tendo recebido, ainda, os Prémios de Melhor Banda Sonora para Melhor Atriz, atribuído a Maria da Guia de Oliveira da Silva.
Os 29º Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia – AVANCA 2025, que se prolongaram por 10 dias, assinalaram os 500 anos do navegador Vasco da Gama, os 80 anos do primeiro cineclube português, numa edição sob o mote “Vida, que o cinema sabe individualizar enquanto outros, e sobretudo a política, reduz a números”.
10 júris constituídos por 35 individualidades de nove países atribuíram 28 prémios e sete menções especiais.
O Prémio Curta Metragem foi para outro filme brasileiro, “A Sinaleira Amarela”, de Guilherme Carravetta de Carli, que ganhou, igualmente, o prémio de melhor ator, atribuído a João Carlos Castanha.
O Prémio para Melhor Animação foi para “The Rope”, de Saba Javar, do Irão.
“Bijupirá”, do brasileiro Eduardo Boccaletti, recebeu o Prémio Estreia Mundial e o Prémio de Melhor Fotografia.
Estreia de prémio para filme em Inteligência Artificial
O festival estreou uma competição ao melhor filme produzido com Inteligência Artificial (IA). Cláudio Sá foi distinguido com o Prémio CIAC pelo seu filme “To the Bones”.
O Prémio D. Quixote da FICC – Federação Internacional de Cineclubes, atribuiu a “They Loved Me” do realizador iraniano Mohammad Reza Rahmani o prémio de melhor filme.
A ‘Competição Avanca’, que reúne os filmes produzidos na região, premiou a longa-metragem “Criadores de Ídolos” de Luís Diogo e o Prémio Estreia Mundial foi atribuído a “Salto” de Ana Castro, que também ganhou o Prémio de Melhor Documentário.
“Aqui, em Aveiro” de Joaquim Pavão foi distinguido com o Prémio de Curta de Ficção, o Prémio Melhor Animação foi para “The Gold Bed Deviations” de Regina Mourisca e o filme realizado pelos alunos de João Católico, “E se um Dia a Liberdade”, foi distinguido com o Prémio Estudantes.
O documentário “L’acier a coulé dans nos veines” de Thierry Michel et Christine Pireaux (Bélgica) ganhou o Prémio Televisão, tendo sido atribuída uma Menção especial a “On Melting Snow” de Mojtaba Bahadori (Bélgica e Islândia).
Na competição de Séries de Televisão o júri atribuiu o Prémio a “Ghsted MD” de Jarett Bellucci (EUA).
O Prémio vídeo foi atribuído a “Sigma”, de Aram Manukyan (Arménia).
O Prémio VR (Realidade Virtual), foi atribuído ao filme de 360º “Coded Black” de Maisha Wester (Reino Unido).
O Prémio Cineastas com menos de 30 anos foi atribuído a “A Luz do Mundo” de Lívia S. Furtado (Portugal) e o Prémio Sénior foi atribuído ao documentário “As cores e amores de Lore” de Jorge Bodanzky (Brasil).
Homenagem póstuma
O Prémio Eng. Fernando Gonçalves Lavrador, em homenagem póstuma a aquele que foi um mais relevantes investigadores portugueses na área da semiótica, estética e teoria do cinema, distinguiu os investigadores Jorge Humberto Flores Romero e Juan Carlos Lobato Valdespino da Universidad Michoacana de San Nicolás de Hidalgo no México.
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