
O presidente da Câmara de Aveiro aproveitou a presença na cidade, esta manhã, do Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, para “deixar alguns reptos”.
Luís Souto deu conta do “desenvolvimento” do projeto de criar um Centro de Arte Contemporânea de “referência”.
Um dos polos previstos irá “albergar e dignificar” a coleção de arte do Estado entregue aos cuidados do município, que gostaria de ver alargada no âmbito da descentralização cultural.
Ao intervir na abertura do encontro “As Redes e a Interdisciplinaridade Artística”, que decorre no Teatro Aveirense hoje e amanhã numa organização da Direção-Geral das Artes (DGARTES), juntando representantes da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP) e da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC), o edil deu conta também dos planos para “expansão e aproveitamento” do Centro Cultural e de Congressos, que “está limitado na sua capacidade”.
A autarquia pretende deslocalizar os serviços administrativos municipais ali instalados para a zona do centro de emprego para “deixar o Centro de Congressos crescer”.
Outro projeto é “reaver” o Convento das Carmelitas, atualmente usado por serviços judiciais, para acolher e valorizar o património etnográfico que está “disperso e a perder”, associando a atividade museuológica à dinamização da Igreja, recuperada pela autarquia.
Luís Souto anunciou também o início de obras de requalificação no Museu de Santa Joana, esperando que as questões de financiamento, que se tornaram ainda mais delicadas, por questões relacionadas com as exigências de eficiência energética, sejam ultrapassadas. “O que é crítico para fazer a importante obra no museu, que foi um dos primeiros exemplos de descentralização do Estado, mas não pode significar a perda de importância e qualidade”, afirmou.
Por último, Luís Souto informou que o município “está disponível e interessado em assumir a gestão do arquivo distrital”, para ajudar na salvaguarda do arquivo municipal, sem duplicar encargos. “Entendemos que a racionalização destes recursos faria sentido” entre o Estado e a Câmara, explicou.
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Secretário de Estado da Cultura perspetiva “uma nova etapa das políticas culturais portuguesas”
A RTCP integra 103 equipamentos de 93 municípios e a RPAC 100 espaços de natureza diversa geridos por 83 entidades em 48 municípios. Entre 2023 e 2026 a primeira cresceu 18 equipamentos e a segunda 34, tornando-se a rede cultura nacional com maior ritmo de expansão. Para o secretário de Estado, estes números demonstram que “estamos perante política públicas que ganharam credibilidade junto do território e dos agentes culturais”.
Em 2025, 278 municípios disponham pelo menos de um equipamento na rede nacional, criando “uma verdade democracia cultural”. Aproveitar os equipamentos fora das redes ao serviço da criação cultural é um dos desafios em ‘cima da mesa’, segundo o governante perspetivando “uma nova etapa das políticas culturais portuguesas” com os equipamentos a colaborar “em projetos comuns, com muito potencial para explorar” os mais diversos domínios.
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