Estarreja.

A Câmara de Estarreja pretende avançar com a instalação de um protótipo de estação de monitorização ambiental do seu território.

Esse é o propósito do protocolo a celebrar com o STAR Institute – Associação de Investigação, Ciência e Tecnologias Aplicadas aprovado na última reunião do executivo a que preside Isabel Simões Pinto.

A proposta tem enquadramento legal, uma vez que cabe às entidades públicas, incluindo os municípios, assegurar a monitorização e proteção da qualidade ambiental, promovendo o bem-estar das populações e a sustentabilidade dos territórios.

A edilidade estarrejense entende que verifica-se localmente “a necessidade de contar com dados que se traduzem em informações devidamente atualizadas, que potenciem a tomada de decisão informada para a correta gestão do território e facultem uma visão em tempo real a técnicos, decisores e cidadãos, do estado do território numa abordagem de transparência governativa”.

A recolha destes “dados ambientais críticos” em tempo real permitirá não só assegurar “uma atuação preventiva”, designadamente em situações de risco, como também “o planeamento de políticas públicas mais eficazes e baseadas em evidência”.

A autarquia lembra “que tem vindo ao longo das últimas décadas a assumir uma posição de destaque na área da sustentabilidade ambiental, fruto da sua localização, marcada por uma forte presença industrial e simultaneamente por um património natural de elevada relevância ecológica”, como o Baixo Vouga Lagunar e a proximidade à Ria de Aveiro. Uma “realidade complexa” que tem conferido ao território “desafios específicos na conciliação entre desenvolvimento económico, de proteção ambiental e qualidade de vida” dos residentes.

O STAR Institute – Associação de Investigação, Ciência e Tecnologias Aplicadas, entidade com sede em Mangualde, distrito de Aveiro, assumirá no âmbito do protocolo “o desenvolvimento de soluções tecnológicas de ponta” para a criação do protótipo de estação de monitorização da qualidade do ar.

Estarreja conta já com “uma estação de referência” integrada na Rede de Monitorização da Qualidade do Ar da Região Centro, que será importante para “calibração e validação de sistemas de mediação emergentes”.

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