Sport Clube Beira-Mar.

A direção do SC Beira-Mar completa o segundo dos três anos mandato na ‘ressaca’ de uma época da equipa principal sénior no Campeonato de Portugal que só ficou resolvida, com a desejada manutenção, na penúltima jornada da série B.  Passou também mais uma temporada em que o ambicionado e vital projeto da Sociedade Desportiva conheceu novo avanço mas, entretanto sem chegar a ‘ver a luz do dia’, continuando a dominar as preocupações do clube para viabilizar os escalões principais da modalidade mais representativa.

Em jeito de balanço dos últimos meses, o presidente Nuno Quintaneiro destaca “o trabalho muito positivo de toda a direção realizado neste período”. Ainda assim, não deixa de “partilhar a insatisfação que sentimos por ainda não termos conseguido cumprir a constituição da sociedade desportiva” (SA) que representaria “a concretização da mudança de paradigma na gestão do clube a que nos propusemos”.

A ‘luta continua’ em busca de um projeto de investimento que dê garantias. “Continuamos comprometidos e empenhados nesse objetivo e cientes que temos protegido o clube duma forma que nos orgulhamos. Só daremos os passos que pretendemos dar se sentirmos segurança para dá-los”, referiu o ‘timoneiro’ da ‘nau aurinegra’.

Dois pré-acordos não concretizados obrigaram a negociar “em passo acelerado, mas sempre estruturado, à procura duma terceira vida do projeto aprovado pelos sócios em maio de 2025”.  A direção irá solicitar uma Assembleia Geral “em breve”, mais uma vez, “para partilhar com os sócios os desenvolvimentos ocorridos ao longo desta época e as perspetivas futuras”.

A época da equipa sénior principal que terminou foi “especialmente difícil”, tendo sido preparada “tardiamente em função da frustração da sociedade desportiva e com um orçamento ainda mais reduzido em relação à época anterior”, mantendo como treinador principal Fábio Barros, que acumulou com a direção de todo o futebol beiramarense.

Nuno Quintaneiro, presidente do SC Beira-Mar.

“Destaco como o melhor o facto dos objetivos traçados terem sido alcançados num contexto que nos ensinou e fez crescer muito enquanto estrutura. O pior da época foram as inúmeras lesões e condicionamentos de jogadores influentes, algumas arbitragens que nos prejudicaram e a falta de eficácia na concretização de oportunidades de golo em vários jogos”, referiu Nuno Quintaneiro. “Tudo somado, com alguns erros individuais à mistura, concorreu para uma performance algo irregular”, que deixou os adeptos em muitas ocasiões com ‘coração nas mãos’.

A entrada de ‘capital fresco’ será determinante para a formação da equipa do Beira-Mar que irá ‘atacar’ mais uma vez o Campeonato de Portugal, sendo essa a tarefa principal da direção para as próximas semanas do ‘longo defeso’ até ao início da nova temporada.

Discurso direto

“Todo o universo beiramarense ambiciona ver o clube a lutar por uma subida de divisão, mas temos a plena consciência que tal só será viável com investimento. Tudo o que se possa pensar doutra forma será um discurso utópico e demagógico” – Nuno Quintaneiro.

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