BE quer esclarecimentos do governo sobre situação na Bébécar

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Bloco de Esquerda.

O Bloco de Esquerda teve conhecimento que a empresa Bébécar, localizada na freguesia de Caldas de S. Jorge, concelho de Santa Maria da Feira, comunicou aos trabalhadores, BE quer esclarecimentos do governo sobre situação na Bébécar.

O Bloco de Esquerda teve conhecimento que a empresa Bébécar, localizada na freguesia de Caldas de S. Jorge, concelho de Santa Maria da Feira, comunicou aos trabalhadores, no passado dia 23 de março, a intenção de recorrer a lay-off motivado por “suspensão e cancelamento de encomendas”.

no passado dia 23 de março, a intenção de recorrer a lay-off motivado por “suspensão e cancelamento de encomendas”.

Na carta entregue aos trabalhadores, a administração justifica a decisão com a pandemia de Covid-19 e prevê que o lay-off se estenda durante o mês de abril, podendo ser prorrogado depois de avaliação feita no final desse mesmo mês.

Acontece que segundo as informações que chegaram ao Bloco de Esquerda, a empresa já suspendeu a sua atividade por existência de um surto de Covid-19 nas instalações da empresa e essa suspensão poderá ter sido determinada pelas autoridades de saúde.

É preciso que se esclareçam as circunstâncias em que se deu o início desse surto, as medidas tomadas desde a identificação do primeiro caso, a existência ou não de um plano de contingência, o respeito ou não por regras como a distância entre trabalhadores e a existência de materiais e de meios para higiene e desinfeção, nomeadamente das mãos. É preciso ainda saber se os trabalhadores foram expostos ao novo coronavírus por negligência ou por desrespeito das regras a que a empresa estava obrigada, principalmente no momento de epidemia e de estado de emergência decretado em consequência dessa epidemia.

Segundo sabemos, há vários dias que terá sido confirmado um caso positivo de Covid-19 num cargo de chefia da empresa. Não se sabe que medidas foram tomadas na altura para proteger e isolar os possíveis contatos, nem se sabe que medidas foram adotadas para reforçar a prevenção e as medidas de vigilância epidemiológica sobre os restantes trabalhadores.

O que o Bloco sabe é que nenhum trabalhador terá sido sinalizado para isolamento profilático depois do diagnóstico do primeiro caso dentro da empresa e que não foi colocado à disposição dos trabalhadores pontos de desinfeção das mãos, em concreto gel alcoólico. Sabemos também que há a possibilidade de outros trabalhadores desta empresa terem desenvolvido sintomas compatíveis com Covid-19 e terem testado positivo entretanto. Terá sido a deteção de mais casos entre os trabalhadores que obrigou a empresa ao encerramento das árias unidades do grupo, uma medida que abrange cerca de 350 pessoas.

Esta situação tem de ser esclarecida e tem de ser acompanhada pelas entidades competentes, não só as autoridades de saúde, mas também as autoridades fiscalizadoras das condições de trabalho, para que se apure se a empresa tomou todas as medidas de prevenção ou se, pelo contrário, adotou comportamentos que terão exposto os trabalhadores ao vírus e que terão potenciado um surto.

Os trabalhadores devem ainda ser acompanhados pelas autoridades e pelos serviços de saúde, de forma a monitorizar o aparecimento de sintomas compatíveis e de forma a testar os mesmos para despiste da doença Covd-19.

Os deputados do BE, questionaram o Ministério da Saúde e o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Bloco de Esquerda

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