
Alberto Souto relativiza a decisão judicial desfavorável à pretensão de evitar a demolição da antiga sede da CERCIAV, esperando, ainda, que a Câmara ‘poupe’ a vivenda ao camartelo.
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Apesar de informar que ainda não conhecimento formal do indeferimento, o vereador com o mandato suspenso começa por relembrar que “a questão jurídica” que resolveu suscitar nos tribunais administrativos “visava permitir algum tempo de reflexão ao novo executivo, para que não cometa um atentado à preservação do nosso património identitário”. E, sublinha, “nesse sentido o objectivo foi conseguido”.
Um recente acórdão do Tribunal Central Administrativo do Norte “confirma” o indeferimento do Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro (outubro de 2025), declarando improcedentes os pedidos formulados por Alberto Souto Miranda, nomeadamente adoção das providências cautelares, na tentativa judicial de evitar a demolição da antiga sede da CERCIAV, junto ao Conservatório de Música de Aveiro, informou a Câmara de Aveiro.
“O novo executivo teve tempo para pensar. Pelos vistos não quer pensar. Não há nenhuma incompatibilidade entre a preservação da moradia e o projeto de expansão do Conservatório. Basta solicitar ao projectista que desloque a implanta um pouco para o lado. Não há nenhum risco de perda de financiamento. E não se trata de parar nada”, insiste Alberto Souto.
O ex-candidato à presidente da Câmara não deixa de lamentar que “neste lapso de tempo” a maioria em funções não tenha agido no sentido de preservar o imóvel a que atribui valor histórico. “O projecto já podia ter sido corrigido. Trata- se de fazer bem. Se o actual Executivo demolir a casa é porque a quer destruir e não tem o menor respeito pela memória urbana”, critica.
A finalizar, Alberto Souto volta a pedir à Câmara para reconsiderar na pretensão herdada. “Faço um apelo público ao Sr. Presidente para que tenha a humildade de saber ouvir e admitir que preservar a moradia é uma mais – valia para o Conservatório e para a cidade. Não tem de ficar prisioneiro dos erros do seu antecessor e, se a salvar, será uma vitória sua”, conclui na nota de reação.
No comunicado hoje divulgado, a Câmara diz que “mantém-se o enquadramento que permitirá avançar com o projeto de intervenção no local, que prevê a demolição de construções existentes e a ampliação do edifício do Conservatório de Música de Aveiro.”
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