Aveiro, Paços de Concelho.

“Isto é bloqueio político e desconsideração institucional”. Foi assim que o vereador Diogo Soares Machado (Chega) comentou, esta tarde, na reunião privada da Câmara de Aveiro, a falta de resposta da maioria PSD-CDS ao pedido de agendamento feito a 23 de dezembro para incluir um ponto na ordem de trabalhos relativo ao livro “Aveiro: Coragem para Mudar” publicado pelo município para assinalar o final do ciclo de Ribau Esteves, anterior presidente. O Chega pretende conhecer os pagamentos efetuados pela edilidade com a obra, analisar a “necessidade de apurar responsabilidades e, se for caso disso, reaver dinheiros públicos.”

Na declaração lida no período antes da ordem do dia, entretanto divulgada para a comunicação social, Diogo Machado abordou um “segundo facto, ainda mais sério” relacionado as ‘buscas’ realizadas pela Polícia Judiciária na Câmara “no âmbito de um processo criminal.”

Perante um “acontecimento desta gravidade, foi formalmente solicitada uma reunião para esclarecimento político mínimo”, mas o vereador lamenta a falta de colaboração da presidência. “Mais uma vez, a resposta foi o silêncio”, refere, considerando que tal posição “não é neutral”, entendendo-o sim como “uma escolha política”.

“Convém sublinhar — porque a confusão pode interessar a alguns — que não foi pedido acesso a processos, não foi pedido levantamento de segredo de justiça. Foi pedido apenas aquilo que qualquer democracia funcional exige: informação institucional básica aos eleitos locais”, vinca Diogo Machado.

O vereador insurge-se contra a falta de esclarecimentos, lembrando que “a legitimidade democrática de cada vereador não é decorativa”. A resposta da Câmara “é uma obrigação” legal, recordou. “Quando pedidos formais são ignorados, quando acontecimentos gravíssimos são varridos para baixo do tapete, o problema já não é de agenda – é de respeito pelas instituições”, alerta. “O que enfraquece é a fuga, a opacidade e o desprezo pelas regras”, criticou dirigindo-se ao presidente Luís Souto.

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