Luís Souto, candidatura 'Aliança Mais Aveiro'.

“Estamos a enfrentar aquilo que já se demonstrou ser uma candidatura do ilusionismo, que procura, talvez em desespero, confundir os eleitores”. Luís Souto, candidato da coligação PSD-CDS-PPM à Câmara de Aveiro, reservou menos de dois minutos da apresentação dos seus mandatários, esta sexta-feira à noite, no Teatro Aveirense, para ‘atacar’ o adversário mais forte na corrida à Câmara de Aveiro, mas não foi ‘meigo’, acusando a candidatura do irmão Alberto de querer apagar as diferenças ideológicas partidárias para aproveitamento eleitoral.

Nem a utilização do ‘V’ de vitória em fotos de apresentação de candidatos do PS escapou a reparos irónicos: “Eles já não são socialistas, agora são social democratas. Em vez do punho erguido, que sempre usaram, agora usam e abusam do símbolo que sempre foi símbolo do nosso lado, da nossa AD. Eles já não vermelhos, agora são verdes, ou como se dizia antigamente melancias, verdes por fora mas vermelhinho, o vermelhinho da geringonça de esquerda está lá, ainda que esteja escondido por dentro”.

Candidato traidor na União de Freguesias da Glória e Vera Cruz 

Luís Souto aproveitou a oportunidade para criticar a candidatura de Bruno Ferreira, atual tesoureiro da Junta de Freguesia da Glória e Vera Cruz, eleita pelo PSD-CDS-PPM, agora como cabeça de lista pelo PS. “Chegam ao desplante de ter um candidato que traindo o projeto político que o elegeu se apresenta agora como, cito, de continuidade, mas pela oposição. Quanto a coerência estamos esclarecidos”, afirmou, acreditando na força, determinação e coragem” da candidata Glória Leite, independente “com provas dadas”, que vai concorrer pela ‘Aliança Mais Aveiro’ à sucessão do histórico Fernando Marques.

Numa sessão sem a presença de Ribau Esteves, presidente da Câmara, que há poucos dias fez a primeira declaração de apoio à nova coligação, o destaque foi para a apresentação de Manuel Assunção como mandatário, e que nessa condição passa a ser, também, “o primeiro conselheiro” da ‘Aliança Mais Aveiro’.

Assunção “vale por si só por uma qualquer comissão de honra”

“Tendo eu conhecido vários reitores, reconheço no nosso mandatário aquele que teve verdadeiramente uma visão cultura para a Universidade de Aveiro e Aveiro”, elogiou Luís Souto lembrando outros marcos como a Fábrica Ciência Viva ou o Parque Ciência e Inovação. “Nunca se enclausurou numa redoma de vidro do alto da sua cátedra nem se deslumbrou com a prerrogativa do título ‘Magnífico Reitor’, teve uma profunda relação com as instituições e pessoas de Aveiro”, disse. “O senhor professor vale por si só por uma qualquer comissão de honra ou comissão de vaidades , aqui somos todos por igual, todos honrados, animados unicamente pela missão de servir Aveiro”, acrescentou fazendo ‘mira’ mais uma vez à candidatura rival do PS, que tem vindo a apresentar o apoio de várias personalidades.

Manuel Assunção, antigo reitor da Universidade de Aveiro (2010-2018), explicou porque aceitou “dar a cara na qualidade de independente” pela candidatura ‘Aliança Mais Aveiro’: “Neste momento, não podia, nem queria ser neutro. Tenho de expressar o meu aplauso ao Luís Souto, porque ele é, sem margem para dúvidas, o melhor candidato à Câmara de Aveiro”, disse, elogiando “a coragem” por protagonizar esta candidatura.

O professor universitário agora reformado, expôs alguns dos seus argumentos para ‘estar ao lado’ do candidato à Câmara pelo PSD-CDS-PPM, que também tem carreira feita na academia aveirense.

Luís Souto, disse, “é uma pessoa empreendedora e com iniciativa, mas ao mesmo tempo sabe parar para ouvir as pessoas, a quem presta efetivamente atenção e acarinha as boas ideias”, onde se cruzaram.

Ex-reitor quer “afastar lógicas megalómanas que desprezam a qualidade de vida”

“Um homem de emoções e um bom ser humano”, acrescentou Manuel Assunção, para quem o cabeça de lista “tem visão, é criativo e ambicioso”, propondo-se apresentar novas soluções para responder a necessidades e aspirações”, estando “consciente que são precisos projetos transformadores para a cidade e que continuem a valorizar cada vez mais a imagem desta”.

“Porém”, ressalvou Manuel Assunção, o candidato da direita “tem a ponderação necessária para afastar lógicas megalómanas ou que desprezem as condições de vida das gentes do município”, fazendo coro com críticas já ouvidas da parte da coligação à candidatura do PS.

Num parênteses, subscreveu a referência do mandatário jovem, João Jubero, à necessidade de ter em conta o problema da habitação, “uma premência que certamente não será descurada”.

Manuel Assunção mostrou-se de acordo com um programa “onde inovação e sustentabilidade são pilares”, fazendo sentido, também, a posta num novo ciclo de desenvolvimento “em que se propõe, pelo bom senso, assegurar as grandes obras já projetadas, privilegiando a continuidade e evitando disrupções sempre muito custosas”.

Afirmou-se, ainda, “descansado” com as “conhecidas preocupações com o rigor, a transparência e as contas certas” de Luís Souto, como também “o tranquiliza a integridade e ética pessoais” de quem “nunca viveu de favores partidários”. “Um perfil pessoal, de capacidades técnicas e políticas” que o tornam “o mais qualificado para fazer mais desenvolvimento”, acreditando que “será também um presidente de confiança”.

Isménia Franco, fundadora do Centro Comunitário da Vera Cruz, foi apresentada como mandatária sénior na sessão que terminou com os candidatos às Juntas de Freguesia.

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