Aveiro / Proteção Civil: Nova EIP vai reforçar serviço em São Jacinto

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Bombeiros Novos, Aveiro.
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A candidatura à criação de uma terceira Equipa de Intervenção Permanente (EIP), a ser aprovada, poderá permitir aos Bombeiros Novos assegurar financiamento que permita “prestar melhor serviço, especialmente à freguesia de S. Jacinto”.

Esperança manifestada pelo presidente da direção dos Bombeiros Novos, esta segunda-feira, na assinatura dos protocolos de apoio financeiro anuais com a Câmara de Aveiro.

A autarquia já atribui uma verba 15 mil euros à corporação pelos encargos com ocorrência do outro lado da margem da Ria de Aveiro.

Desde início de fevereiro que São Jacinto está sem bombeiros em permanência, uma vez que a corporação dos Bombeiros Novos alega não ter condições para garantir o serviço.

Ao todo, os Bombeiros Novos recebem 191.149 euros do município, enquanto que os Bombeiros Velhos de Aveiro são apoiados em 174.850 euros.

As duas corporações de bombeiros da cidade, que registaram em 2022 cerca de 30 mil ocorrências, estão prepararam as respetivas candidaturas à criação da terceira EIP, o que garantirá apoio financeiro da ANEPC e da Câmara (40 mil euros por cada EIP).

“Se em São Jacinto só somos capazes de prestar serviço de alta qualidade a 30% do dia é 30%, quando formos capazes de estar a 40 ou 50% assim será. Não podemos é estar a zero, temos de ter algum serviço, na boa relação dos recursos que serão sempre escassos, como temos consciência”, disse o presidente da Câmara.

Além das ajudas protocoladas, muito próximas dos 400 mil euros, a edilidade tem outras ajudas no âmbito da Proteção Civil Municipal, como o financiamento das EIP, que ultrapassa os 500 mil euros por ano.

O autarca lembrou, por último, que a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) vai ter a seu cargo gestão de uma verba de fundos comunitários para bombeiros, que será distribuída pelas 13 corporações.

Discurso direto

“O protocolo ajuda em cerca de 15% global de receitas. Na vida das associações humanitárias há um desafio constante assente na enorme escassez de recursos humanos, financeiros, infraestruturais e de veículos. Há cada vez maior incerteza, resultante da não aceitação ou da incorreta adequação do sistema de gestão das operações com responsabilidades repartidas pelo Governo que tenta remediar anos de desinteresse e desinvestimento e por um sector de bombeiros com dificuldades de adaptação à conjuntura atual. É cada vez mais complexa e com maior necessidade ligação de novos agentes de proteção civil que têm de preencher espaços vazios na Proteção Civil” – José Ferreira, presidente dos Bombeiros Velhos.

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