Polo de Aveiro do CIROA (projeto).

A construção do canil voltou a ser questionada, desta vez na Assembleia Municipal, a pretexto das Grandes Opções do Plano (GOP) e Orçamento de 2026. O tema foi levantado por um cidadão no período antes da ordem do dia aberto à participação do público. Na resposta, o presidente da Câmara renovou o empenho no avanço do projeto intermunicipal, que contempla um polo local, sem adiantar novidades.

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“É uma opção desde 2018, até 2026 surge em nove documentos, praticamente o mesmo, na rubrica ambiente e resíduos sólidos, não entendo porque surge lá o Centro Intermunicipal de Recolha Oficial de Animais (CIROA). Nada foi construído”, lamentou o munícipe Rui Vieira, estranhando que outros municípios estejam mais adiantados. Deu o caso de Sever do Vouga, que avançou em 2025 com projeto e obteve financiamento do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

O cidadão alertou a autarquia para investimentos em instalações redundantes, dado existirem privados, nomeadamente associações, que acolhem animais de companhia. “As dificuldades que apontam é no apoio veterinário, na esterilização, pagam pouco abaixo do mercado. Precisamos de um apoio para recolher os animais em centro público e depois encaminhá-los para os privados, que são voluntários. A grande dificuldade é o licenciamento, em obter água e saneamento. Nisso a Câmara pode ajudar”, referiu.

“Concordo que há demasiado tempo que está em cima da mesa, no âmbito intermunicipal. Foi decidido há muito tempo haver polos”, começou por dizer na resposta o presidente da Câmara.

Luís Souto acrescentou que “esse objetivo está presente” e foi já reafirmado no seio da Comunidade Intermunicipal Região de Aveiro (CIRA). Permanece por definir a fonte de financiamento. “Procura-se que o Estado central assuma também as suas responsabilidades, encontrar enquadramento”, relembrou o edil. “Uma obra importante, exigente, os aveirenses saberão logo, a região, o que custará uma obra destas, que não pode ser gigantesca, não é comportável. É preciso que os números venham para cima, quanto custa cada cão e gato que ficar no centro”, acrescentou.

“Mantemos o objetivo intermunicipal de ter um centro com todas as condições. É verdade, já tarda. É mais do que tempo de avançar, estamos empenhados que solução aconteça e Câmara dará todo o seu apoio”, garantiu.

Luís Souto lembrou, ainda, que o município tem investido no serviço veterinário municipal e existe uma linha veterinária. “Não se passe a ideia que não há apoio nenhum, existem campanhas de esterilização, o problema é que as pessoas têm de ir lá”, disse, dando conta ainda da colaboração das Juntas de Freguesia.

Em junho de 2025, o então presidente da Câmara informou que o projeto do CIROA, a localizar em Taboeira, está concluído, aguardando-se que haja financiamento do Fundo Ambiental para comparticipar o investimento que em Aveiro é estimado em 2,5 milhões de euros (8,5 milhões de euros no global, abrangendo, ainda, os polos de Águeda e Ovar).

Aveiro irá apoiar os concelhos vizinhos de Ílhavo, Vagos e Albergaria-A-Velha. Prevê 66 alojamentos duplos com capacidade para 140 cães, oito alojamentos coletivos para canídeos, 24 individuais para gatos e boxes (8) individuais (maternidades). Possuirá espaços para os múltiplos serviços associados, desde consultórios, a zonas de banhos e área administrativa e social.

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