
Os líderes distritais da CGTP e UGT mostram-se satisfeitos com a adesão à greve geral contra a reforma laboral do Governo que causou, esta quinta-feira, perturbações, sobretudo na administração pública, mas também em empresas privadas, como aconteceu em transportes públicos, banca e indústrias diversas.
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Baseada nos “dados gerais” recolhidos ao longo do dia, a União de Sindicatos de Aveiro (USA) fala mesmo num “êxito assinalável”. Se no sector privado “foram muitas as empresas de vários sectores de atividade onde a adesão foi de 100% ou próximo disso”. Já no sector público, “vários os hospitais” funcionaram “apenas com os serviços mínimos”. Tribunais e várias escolas encerraram e diversos serviços autárquicos também não foram assegurados.
A USA comprometeu-se, desde já, a continuar o “esclarecimento e mobilização dos trabalhadores para a luta”, anunciando a “intensificação da recolha de assinaturas de rejeição deste pacote laboral e de exigência do aumento dos salários de todos os trabalhadores”.

A greve geral foi assinalada na cidade de Aveiro na ‘praça da greve’ organizada pela CGTP, onde se concentraram cerca de duas centenas de pessoas, entre representantes sindicais, comitivas partidárias (Bloco de Esquerda, Livre, PCP, PS), grupos de profissionais, como motoristas dos transportes públicos, e outros cidadãos que quiseram expressar a sua contestação às alterações pretendidas pelo Governo na legislação do trabalho.
Um grupo de colaboradoras de uma valência de apoio à infância de uma das principais Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho de Aveiro associou-se ao protesto, cumprindo um dia inédito de greve. “Eu fiz a pensar nos que entram agora no mercado de trabalho, que estão a fazer os seus estágios”, explicou uma educadora de infância.
Eduardo Conde, da UGT/Aveiro, constatou que “perdeu-se o medo” de fazer greve instalado em alguns sectores, apontando o caso da banca onde o millennium bcp teve de organizar serviços mínimos em várias agências. O balanço governamental, que aponta para 10% de adesão, é contrariado: “A média não poderá ser inferior a 80%”, assegurou o dirigente da UGT. “Os trabalhadores unidos deram, literalmente, um pontapé no pacote do Governo”, concluiu.
Adelino Nunes (CGTP) registou a presença na ‘praça da greve’ de “mais trabalhadores em greve sem responsabilidades de organização sindical”, não levando a sério os números de adesão governamentais. As centrais sindicais admitem partir para uma nova greve geral. “Normalmente guardamos o nosso material de propaganda, mas desta vez temos mais necessidade, para voltar a colocar na rua. A não ser que o Governo ponha o pacote laboral no caixote do lixo”, rematou o coordenador da USA (declarações completas abaixo).
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