
O presidente da Câmara saudou o entendimento entre a coligação PSD-CDS-PPM em Aradas com o Chega, que permitiu a tomada de posse dos órgãos da Freguesia, adiantando que tomou boa nota da colaboração do partido que foi determinante para retomar a normalidade da gestão da Junta.
“Ficámos contentes que se tenha resolvido o problema em Aradas. Obviamente que não era de interesse nenhum, para ninguém, que se prolongasse muito mais tempo. Acho que é muito importante que saíssem sinais que existem forças políticas que estão numa atitude construtiva. Registamos esses sinais e esses passos. Neste momento, é só o que tenho para dizer”, declarou.
Questionado se poderá existir uma ‘réplica’ ao nível do executivo municipal, onde a Aliança com Aveiro também não tem maioria absoluta, o autarca não afastou o cenário, insistindo na mesma resposta, mas acrescentou uma parte crítica para o PS: “A única coisa que dizemos neste momento é que registamos como uma oposição construtiva que foi manifestada com gestos concretos neste novo enquadramento por parte de um partido e uma posição pouco construtiva por parte de outro partido, que faz parte do conjunto dos eleitos e que colocou uma série de exigências, que é quase uma provocação política, como há segunda reunião atirar uma autêntica granada para cima da mesa, como chamei. Não é assim que se fazem as pontes”, vincou a rematar o assunto.
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Questionado sobre os primeiros 21 dias de governação local, o edil ironizou: “Há muita gente que, pelo grau de exigência, pensa como se estivéssemos lá há uns anos. É normal, as pessoas têm muitas expetativas sobre a resolução de problemas.”
Luís Souto contou que “têm sido dias muito intensos, com um trabalho inicial dedicado a colocar a máquina à velocidade normal”, depois do período de gestão corrente na transição entre eleições e tomada de posse, mas “já a procurar resolver pequenos grandes problemas”, recordando uma das primeiras medidas tomadas, que foi avançar com um arranjo geral de passeios e calçadas como prometido, “numa operação de envergadura, com continuidade”, que abrangerá também a melhoria de iluminação pública “que as pessoas foram identificando”.
Orçamento com alívio fiscal já em 2026 se for possível
A Câmara vai ter de aprovar o plano e orçamento para 2026 nas próximas semanas, seguindo para a Assembleia Municipal. Em campanha, a Aliança com Aveiro defendeu um desagravamento dos impostos locais. O presidente admitiu que “nas linhas de orientação” do orçamento “essa preocupação está presente”, procurando-se saber se “será possível aplicar imediatamente”. Estará em causa a redução da participação variável do município no IRS, que tem sido no limite máximo (5%). A diferença entre a taxa máxima de participação e a taxa escolhida pelo município reverte a favor dos munícipe.

Nova Agrovouga retoma designação original
O autarca falava aos jornalistas numa pausa da visita inaugural da Agrovouga 2025, que ficou já encaminhado pelo executivo anterior. A única alteração foi na designação, uma vez que o atual elenco resolveu retirar a referência “Nova” que foi adotada para ‘marcar’ o ressurgimento do certame histórico. “Com tempo”, o edil espera fazer “uma avaliação dos vários eventos” habituais do calendário anual, admitindo “acertar um ou outro pormenor” de acordo com “sugestões” que vão chegando. A data da Agrovouga “é um dos aspetos a avaliar” tendo em vista a edição de 2026.
Antes da inauguração do histórico, decorreu um encontro organizado pela Confagri sobre o tema “O Desafio da Água e seu Licenciamento”. Luís Souto, no encerramento, aproveitou a presença do Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento para insistir na intervenção do Governo de “uma forma integrada” para o ‘combate’ da ‘praga’ dos jacintos d’água que atinge “uma dimensão descontrolada já em vários locais”, como acontece há vários anos na zona de Aveiro, e “não ser cada município para o seu lado”, sugerindo, também, o envolvimento da Universidade de Aveiro para “a ciência dar um contributo” na resolução do problema.
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