Paços de concelho, Aveiro.

“Com crime penal ou sem ele, o essencial é que o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso seja anulado administrativamente para todo o sempre. Começo o ano com esse optimismo…”, Alberto Souto, vereador eleito do PS atualmente com o mandato suspenso, remata, assim, um comentário de oito pontos partilhado nas redes sociais na sequência das ‘buscas’ realizadas pela Polícia Judiciária (PJ) na Câmara de Aveiro.

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Como o PS já fez em comunicado, o ex-edil também não deixa de responsabilizar o atual presidente da Câmara, seu irmão, que aprovou a proposta na Assembleia Municipal, enquanto presidente daquele órgão.

“O presidente sacode a água do capote e diz que o processo vem do passado. O ex-presidente diz que já há muito trabalho do actual executivo neste processo.
Cada um espeta a sua faca no outro, mas têm razão os dois. Estão ambos implicados. O ex-presidente porque foi o autor primeiro de um crime urbanístico. O actual presidente porque, como Presidente da AM, foi co-autor daquele e porque foi agente do mesmo crime, por vontade própria, quando fez ressuscitar o que morto estava”, sublinha Alberto Souto.

Discurso direto

“É o mistério do Cais do Inferno: estavam os dois alertados para as ilegalidades e arriscaram cometê-las. Estavam ambos cientes da manipulação de um Plano para favorecer um privado em detrimento de outros e optaram pela manipulação gravosa.
Preferiram tomar decisões irracionais (porque não fundadas em argumentos racionais), irresponsáveis (porque desconsideram o risco legal) e esteticamente absurdas.
Quiseram mesmo violar as regras urbanísticas e quiseram mesmo beneficiar esse privado. É tudo muito estranho. Não obstante, sentem-se os dois tranquilos. É a serenidade da inconsciência. São criminosos urbanísticos sem arrependimento dos crimes. Não têm noção da gravidade dos seus actos”
– Alberto Souto.

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