Aveiro: BE aposta no “crescimento” no concelho sem “silêncio” no debate da gestão camarária

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João Moniz, dirigente do BE de Aveiro (à direita).

A nova comissão coordenadora do Bloco de Esqueda (BE) de Aveiro saída das últimas eleições, a que concorreu uma lista de consenso, assume como objetivo “continuar o ciclo crescimento orgânico” do partido no concelho, “muito ligado aos eleitos” locais (freguesias e Assembleia Municipal), mas também “a lutas que têm marcado a realidade política”, pelos cuidados de saúde de proximidade ou “contra as insuficiências” de serviços, como o transporte público, que está concessionado.

Objetivos apresentados por João Moniz, primeiro da lista eleita, que aproveitou um encontro com a imprensa, esta terça-feira de manhã, ainda para lembrar o empenho do BE em “garantir todo o apoio à candidatura de Marisa Matias” à Presidência da República, “importante para colocar no centro do debate os serviços públicos e quem vive dos seus rendimentos”.

2021 será também de eleições autárquicas. O BE está a trabalhar na “construção de uma candidatura aos orgãos municipais, ainda mais forte” depois de há três anos ter ficado “muito perto de um vereador, e para ampliar a representação nas freguesias”, não relevando para já nomes.

“O nosso eleito não se irá remeter ao silêncio quando se discutirem documentos essenciais como as Grandes Opções do Plano, será uma voz na defesa dos serviços públicos, de uma resposta social mais robusta, a voz dos que sentem na pele o crescente aumento custo da habitação”, declarou João Moniz numa crítica à opção do PS em não debater, na última reunião do executivo, a proposta de plano e orçamento do próximo ano.

Críticas à gestão da maioria PSD-CDS

» “A Câmara assume a continuação de uma estratégia que consideramos errada, de investimento urbano, que em alguns casos tem de acontecer, mas que não é acompanhada de políticas públicas de habitação, em que o resultado é a especulação. Se não existir essa resposta, as rendas e custos das casas aumentam, expulsa as pessoas”;

» “Continuação de impostos no máximo, agora que vamos podemos entrar nos limites do endivamento tem mais autonomia, mas vemos impostos no máximo. Não era uma imposição do PAM apenas mas também uma opção deliberada. Defendemos que devem baixar, até porque estamos numa crise social aguda devido à pandemia, era importante aliviar o orçamento familiar”;

» “Não vemos compromissos com políticas que defendam os serviços públicos, mas a continuação das concessões, mesmo quando não garante serviços, caso dos transportes. Agora a questão do crematório, uma opção deliberada de concessão quando os serviços públicos devem estar sob alçada da autarquia. Não há compromisso com políticas sociais, como a tarifa social da água, que nesta altura, podia aliviar as facturas de 5 mil famílias.

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