Comício do PS, Aveiro (Autárquicas 2025).

“Sentimos sempre a maré a crescer”. Alberto Souto mostrou-se confiante na vitória à entrada da última semana de campanha, em que “ao contrário de outros, temos sabido estar com elevação e comportamento cívico”, disse.

O candidato do PS aproveitou o comício de apoio, em que teve ao seu lado, domingo à noite, no palco do Teatro Aveirense, o secretário-geral do partido, José Luis Carneiro, e a ex-ministra Mariana Vieira da Silva, para “dar a tática”, desta vez mais cautelosa, aos membros das listas: “Estamos a meio da campanha eleitoral, ou intervalo, e ainda é cedo para nos congratularmos. A mensagem que tenho para vos transmitir é para arrefecer o nosso entusiasmo, ainda não ganhámos nada, bem não é totalmente verdade, porque ganhámos nos conteúdos nas nossas propostas”, disse, lembrando que “o objetivo é mesmo ganhar o poder para melhorar a vida dos nossos cidadãos”.

Alberto Souto deixou uma “nova palavra de ordem”, que passa por “trabalhar, trabalhar até ao dia 10 ou 11”, acrescentando, também, “uma má notícia: agora não há mais febras, agora vamos todos comer a relva, disputar cada indeciso como se fosse a última cerveja do deserto”.

“Aveiro precisa de um novo futuro”, clamou o candidato, porque “olhámos em volta e há tanto para fazer; olhamos para trás e temos orgulho no futuro que construímos; olhamos em frente e sabemos qual o caminho; olhamos para dentro de nós e acreditamos que é possível chegar lá e construir um futuro muito melhor: mais sustentável, mais respeitador da cidadania, mais ambicioso, com mais equidade entre as freguesias e mais fraternidade”, enumerou, assumindo “ousadia e criatividade, navegando com o olhar no horizonte e com os pés bem assentes na terra”.

“Casas dignas em todas as freguesias e o fim das barracas”

O cabeça de lista destacou propostas do seu programa eleitoral em contraponto à gestão camarária em fim de mandato de Ribau Esteves ou a promessas da renovada coligação PSD-CDS-PPM liderada pelo irmão Luís Souto. “Plantar árvores de grande porte” num território que “tem de ser sustentável” ou “mais habitação pública, porque em Aveiro a crise é mais grave, não se construiu uma única casa pública em 20 anos por razões políticas”, criticou, comprometendo-se com “casas dignas em todas as freguesias e o fim das barracas”. Concordou com a reconversão do quartel da GNR, que “é uma excelente ideia”, lamentando, apenas, “o plágio” da Aliança com Aveiro, “sem citação das fontes”.

“Reconquistar” espaço público aos automóveis vai ser possível com novos estacionamentos, para que as pessoas não continuem a ser “prisioneiras” nas suas próprias cidades. “Como é possível que não haja uma piscina municipal ou praias fluviais, estas vamos fazê-las em Eixo”, lembrou. “Mais lares e lista zero de crianças nas creches”, programas de voluntariado para “retirar os idosos dos sofás que ainda podem”, bolsas universitárias para estudantes locais e a criação do conselho municipal da juventude também mereceram referência.

“A caixa de pandora”, o “memorial da macaca” e o “Silicon Valley do Vouga”

Alberto Souto não deixou de criticar a gestão da Câmara nos últimos meses, que “abriu a caixa de pandora”, fazendo sair de lá “vários horrores urbanísticos, que o candidato da Aliança aplaude freneticamente, todos. Um pesadelo que não vão construir porque vamos ganhar”, referiu, aludindo ao Plano de Pormenor do Cais do Paraíso, aos estudos para a antiga lota ou ao “crime lesa património” de demolir a vivenda antiga do Conservatório. Lamentou também o “achincalhamento” da Universidade de Aveiro por parte da maioria, comprometendo-se a envolver a academia “em todas as políticas municipais, numa parceria ativa e qualificadora”.

Na cultura, valorizar os agentes locais e autorizar os artistas de rua são compromissos, ironizando com “a proposta mais excitante” encontrada na Aliança: “é a de criar o memorial da macaca”, apontou. O cabeça de lista deseja dar continuidade “à semente do Aveiro Digital” lançada quando foi presidente da Câmara, com apoio do Governo do PS, aproveitando “um ecossistema tecnológico fantástico, com novo impulso” nos serviços municipais ou tirando partido da Zona Tecnológica Livre aprovada para a região de Aveiro, enquanto “os adversários preferem apostar em batizar Aveiro como Silicon Valley do Vouga”.

Discurso direto

“Sabemos o que falta fazer, sabemos como se faz, temos de ter os meios e convencer as pessoas que esse é o caminho. E vamos conseguir chegar lá, é isso que o Alberto Souto nos trás, e é por isso que é a única escolha para o próximo dia 12 de outubro. Temos recursos, oportunidades de investimento que não chega, vimos isso um pouco por todo o país. Há quem tenha aproveitado a sério o PRR para resolver problemas na comunidade e a regra é sempre clara: foram as Câmaras do PS que melhor aproveitaram as oportunidades de investimento. Aqui em Aveiro sabemos que temos os melhores candidatos e as melhores políticas. No momento que atravessamos, o que conta não é se temos candidaros que conhecem os ministros ou os tratam por tu, o que conta é ter projetos certos, saber defendê-los junto de quem decide, saber persistir, insistir e lutar pelos direitos dos cidadãos, é isso que faz a diferença e isso que têm no Alberto Souto” – Mariana Vieira da Silva.

“Estas é das grandes cidades do País. O Alberto Souto, a sua experiência política, qualidades políticas e humanas, a experiência que alcançou, para além da experiência que teve, tendo sido um grande autarca. Quando Aveiro era também impulsionadora e transformadora do nosso país, olhávamos para Aveiro, no meu caso a partir do Porto, como uma inspiração das políticas de desenvolvimento. Aveiro constituía uma fonte de inovação, criatividade das políticas locais. Foi membro do Governo, esteve no Tribunal de Justiça da União Europeia, Banco Europeu de Investimento, pergunto; onde é que nós temos um perfil desta natureza ? Não podemos perder estas capacidades pessoais, profissionais e políticas de Alberto Souto neste distrito que tem uma grande universidade. As prioridades que apresenta na sua candidatura são as que correspondem às nossas prioridades políticas e ambição para servir o País (…). Quando a Assembleia da República estava desenvolver, nos finais dos anos 90, as primeiras visitas virtuais, as primeiras experiências foram da Universidade de Aveiro. E essa capacidade de inovar, para criar conhecimento, para ser conceptual da forma como olha para o mundo e desenvolvimento é uma marca colada ao peril do nosso candidato” – José Luís Carneiro, secretário-geral do PS.

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