
A Câmara de Aveiro já definiu as alterações que pretende introduzir no loteamento da zona da antiga lota, sem abdicar da urbanização da ‘língua de terreno’, esperando consenso alargado.
Informações avançadas pelo presidente da edilidade durante a discussão em torno das Grandes Opções do Plano (GOP) e Orçamento da Câmara de Aveiro para 2026.
O assunto foi ‘puxado’ na intervenção da vereadora Isabel Vila-Chã (PS). “Todos nós temos compromissos relativamente à lota, não é só o senhor presidente”, referiu. A candidatura autárquica do PS assumiu em campanha a reformulação do estudo urbanístico adjudicado em outubro do ano passado pela anterior Câmara.
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“O ponto importante aqui é o seguinte: existe um programa base, chamemos-lhe assim, para aquele espaço. Nós vamos introduzir, também, nas tais inovações, algumas alterações”, anunciou Luís Souto.
“Pretendemos que este projeto da antiga lota seja de todos, seja da Câmara Municipal como um todo, vamos lá para a frente com este projeto”, apelou o edil, relevando a “transformação interessantíssima para o futuro” que será feita “incorporando elementos que não estavam no projeto inicial, é esse trabalho que temos vindo a fazer”.
O autarca enumerou “exemplos”: o espaço terá de possuir áreas de percurso pedonal “bastante densas, de forma clara e até em continuidade com outros percursos pedonais ou de bicicleta; tem de ter uma área para os mais novos, de parque infantil, que não está previsto e são equipamentos importantes; é importante que haja ali uma estrutura que esteja direcionada par valências de educação ambiental, integrado no espaço todo”.
O que não se poderá fazer “é chegar ao extremo oposto”, acrescentou, referindo-se às vozes contrárias à urbanização dos terrenos. “A certa altura tornaram-se utópicas, fazer da antiga lota apenas um parque… É importante perceber que a Câmara vai investir muito dinheiro para infraestruturar aquela zona, tem de rentabilizar, temos de ser realistas”, apelou.
“Aquele espaço pressupõe habitação, sim. Mas também outras utilizações. Por exemplo, na área náutica, ninguém estará contra em dotar as coletividades de infraestruturas adequadas, harmonizadas no espaço. Cá chegarão na altura própria e estou convencido que vamos ter uma aprovação consensual do projeto. Não queremos ‘guerras’ em Aveiro,por tudo e por nada. Há aqui projetos que são do interesse de todos e todos somos capazes de contribuir para eles, mesmo que as pessoas não se revejam a 100%”, afirmou Luís Souto, apontando também para o caso do projeto de reabilitação e ampliação do Conservatório, igualmente motivo de contestação por parte do PS, incluindo pelo recurso à via judicial para travar a demolição da antiga vivenda anexa. “Traremos aqui a apresentação com os projetistas para mostrarem as suas ideias e conceção”, adiantou.
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