Autarca de Águeda pressionado a reivindicar mais do ‘Terreiro do Paço’

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Paços de Concelho de Águeda.

O presidente da Câmara de Águeda recusou responsabilidades “em um ano de mandato pelo que nunca foi feito” pela Administração Central no concelho.

Jorge Almeida reagiu desta forma às vozes da oposição que se ouviram na última Assembleia Municipal, sexta-feira passada, criticando a alegada “falta de peso político” da maioria camarária, suportada no movimento independente ‘Juntos’, que deu forma a ex-vereadores e autarcas de freguesia que desempenharam funções pelo PS até às últimas eleições autárquicas.

A presidência foi confrontada, novamente, com o esvaziamento do juizo de instrução criminal de Águeda, após a transferência para Aveiro do magistrado ali colocado.

O mau estado de rodovias que permanecem sob alçada nacional também motivou reparos.

A Câmara seria questionada também sobre o plano de investimentos anunciado pelo Governo em Santa Maria da Feira para a Linha do Vouga.

Hilário Santos, vogal do PSD, estranhou que a comunicação alusiva aos últimos meses da gestão camarária não dê conta de contactos mantidos com o Governo sobre os mais diversos assuntos de interesse para o concelho, aconselhando o edil a que não se desloque a Lisboa “só para ir ao aeroporto, mas também ao Terreiro do Paço”.

O presidente da Câmara lembrou que muitas das reivindicaçõe acompanham os 40 anos do poder local. “Qual foi a última grande obra que o Estado fez em Águeda ? Outros porventura com mais peso nunca conseguiram”, afirmou.

Jorge Almeida garantiu que no caso da saída do juizo de instrução criminal, que serve vários concelhos de Aveiro Sul, “fez as diligências possíveis”, incluindo pedidos de audiência no Ministério da Justiça, que aguardam agendamento. “Se for fechado, o que ainda não aconteceu, é claramente uma gestão política, o Juiz Presidente da Comarca não levantou objeção a manter”, referiu.

O autarca recordou o empenho da Câmara em outras áreas, como a beneficiação do hospital, aguardando com “ansiedade” o avanço das obras que têm uma comparticipação municipal de meio milhão de euros.

Deu conta, igualmente, de “negociações” com a empresa Infraestuturas de Portugal (IP) para assumir troços de vias ainda nacionais, aguardando as propostas de contrapartidas financeiras necessárias para executar trabalhos urgentes em vários troços degradados. “As pessoas são levadas a pensar que o desleixo é da Câmara mas não”, alertou, renovando também o compromisso de continuar “a pressionar” o Governo para viabilizar a nova ligação Aveiro-Águeda.