Junta de Freguesia de Aradas, Aveiro.

Falhou a primeira tentativa de instalação dos órgãos da Freguesia de Aradas, no concelho de Aveiro. Estava marcada para esta sexta-feira a eleição da Junta de Freguesia e da Mesa da Assembleia de Freguesia.

Movimento independente, PS e Chega ‘chumbaram’ o primeiro nome proposto para o executivo da Junta pela presidente reeleita, Catarina Barreto (PSD-CDS-PPM), que optou por não prosseguir os trabalhos.

A oposição responsabiliza a autarca pela situação, informando que esta não aceitou as condições para um acordo que garantisse a instalação dos orgãos da freguesia.

A Aliança com Aveiro venceu as eleições autárquicas sem maioria absoluta, contando com 6 eleitos, ficando dependente da oposição, que tem 7 representantes: Movimento Sentir Aradas (3 eleitos), PS (3 eleitos) e Chega (1 eleito).

Segundo um comunicado conjunto dos independentes, PS e Chega, tinha sido analisado entre todos os partidos representados “a possibilidade de consensos que pudessem conduzir a uma situação de governabilidade estável, no respeito absoluto pelos resultados eleitorais de 12 de Outubro passado, e nunca por meros e mesquinhos interesses pessoais em lugares ou cargos”.

Entretanto, a oposição avançou com as condições que considera “essenciais e obrigatórias” para viabilizar o executivo liderado por Catarina Barreto, um acordo que deveria ser assinado antes da tomada de posse.

Três das quais eram exigências “inegociáveis”: uma auditoria externa à Junta, “a resolução, em definitivo, da questão laboral litigiosa” envolvendo funcionárias que motivou já uma inspeção por parte da Inspeção Geral de Finanças (IGF) e, por último, a “apresentação imediata da documentação várias vezes requerida e nunca facultada pelo executivo”, dando cumprimento à sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro, de Julho de 2025.

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Segundo a oposição, Catarina Barreto não aceitou os pontos em causa, impedindo o acordo. “Esta posição demonstra, clara e inequivocamente, a impossibilidade de negociação sobre os assuntos que consideramos de importância fulcral e de relevo máximo para as decisões a tomar num futuro próximo, uma vez que são instrumentos relevantes para aferição do estado da gestão financeira da freguesia, tendo em conta que, nos mandatos anteriores, estes aspetos sempre estiveram envoltos em suspeição e polémica”, refere o comunicado.

Assim, Sentir Aradas, PS e Chega atribuem “a responsabilidade” pelo sucedido “exclusivamente em Catarina Barreto que, além de mais uma vez faltar à verdade e numa atitude antidemocrática, impediu outros eleitos de se manifestarem e de usarem a palavra para rebater as afirmações por ela proferidas, negando o direito de resposta, de forma pública e esclarecedora, conduta que repetiu, aquando do pedido de declaração de voto, após leitura da ata.”

Os partidos da oposição afirmam que continuam “disponíveis para o diálogo, por forma a que se dissipem todas as dúvidas”, lamentando que em Aradas não seja possível entendimentos como acontece em freguesias do concelho numa “situação idêntica”.

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