Alberto Souto em campanha eleitoral (2025).

Alberto Souto vai apresentar, esta quarta-feira, ao final da tarde, no edifício Atlas, o seu quarto programa eleitoral, sendo que o terceiro ficou por executar por ter perdido a ‘corrida autárquica’ em Aveiro de 2005 para Élio Maia (coligação PSD-CDS).

O antigo edil não descurou a apresentação de propostas e ideias, pelo contrário, surpreendeu, desde logo com o livro que prenunciava a candidatura e, depois, ao longo de e vários meses, com  religiosa periodicidade dominical, a par do ciclo de encontros temáticos.

Alberto Souto admite que “os eleitores movem-se por razões diferentes” e alguns podem mesmo “não valorizar muito” os programas eleitorais e compromissos”, sendo mais sensíveis a “outros factores” para formar os seus juízos de valor, como “os afetos, as personalidades, as fidelidades partidárias, mais ou menos demagogia”, que, diz, “devem ser geridos como um todo”.

Ainda assim, considera que deve ser “um momento sério” permitindo o escrutínio das ditas ‘promessas’ eleitorais’, que ganham solenidade em letra impressa. “E para nós são um excelente guião, para quem chegar ao poder”, acrescenta, independentemente “das vicissitudes”, de projetos novos que pode ser necessário acrescentar ou dos que têm de ‘ficar na gaveta’.

A candidatura contou com um grupo de trabalho de 12 pessoas que “sintetizou e triou” os “muitos contributos” apresentados, incluindo das equipas das freguesias, adotando, na versão final, também, garante Alberto Souto, “ideias de terceiros”.

As dificuldades vividas pela falta de financiamento estatal do estádio para o Euro2004, que abalou a tesouraria municipal, só reequilibrada anos mais tarde no consulado de Ribau Esteves, “serviu de lição” a Alberto Souto, que só se atravessará, assegura, em obras com financiamento devidamente garantido.

Discurso direto

“As ideias, em geral, foram bem acolhidas, promoveu-se um grande debate que contagiou todas as candidaturas. A diferença não é de cima para baixo ou de baixo para cima é entre um candidato que tinha ideias e outro que não tinha. Não há aqui nenhuma ideia megalómana, mas há ideias criativas. Aveiro gosta de ser vibrante” (ouvir declarações partilhadas abaixo ou através deste link).

As “grandes prioridades”

As “grandes prioridades” estão traçadas: “habitação para por fim a 20 anos de zero habitações públicas”, “mobilidade em geral , zonas verdes que não conheceram um parque digno desse nome e intervenções urbanas de referência”.

Serão propostas medidas para colocar fim ao “engarrafamento” da Avenida Lourenço Peixinho, melhoramentos pedonais por todo o concelho ou avançar com o projeto para resolver a “lacuna gravíssima” da falta de piscinas municipais.

Uma “obra de vulto que tem de ser feita”, entende Alberto Souto, “é a intervenção arrojada urbana, a nova ponte de vivência pedonal, entre o Rossio e a ponte da Dubadoura, pretendendo uma “ponte icónica de qualidade”.

“Revogar o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso” que está na ordem do dia, é outro dos compromissos renovados, assim como criar mais estacionamento, colocando entre as primeiras medidas a proposta do largo Maia Magalhães (Bombeiros Novos).

Discurso direto

“Há muitos anos que há necessidade de ligar o Alboi ao Rossio, esta solução não estraga os canais e retoma o conceito da ponte praça para estar e fruir. Espero que os arquitetos estejam inspirados. O plano de pormenor do Cais Paraíso é para revogar. Só o candidato do PSD acha que aquilo é bonito e para fazer.  O pavilhão-oficina é um erro estratégico. O projeto está errado. No Rossio vamos tentar plantar mais árvores e na Avenida resolver o problema de trânsito e paulatinamente reduzir o tráfego” (ouvir declarações partilhadas abaixo ou através deste link).

Pelas freguesias, há intervenções tidas como obrigatórias, como “requalificar” o parque do Carocho em Aradas ou “concretizar” a requalificação da piscina e mercado de Cacia colocada em marcha na ponta final deste mandato.

Por São Bernardo, está assumida a nova avenida até à zona desportiva e um auditório. Em Santa Joana, ainda se perspetiva recuperar o projeto da nova avenida até ao jardim da Igreja e dotar o campo da Fidec de condições. Será dada “polivalência” ao parque de feiras, com capacidade para atividade desportivas. Em São Jacinto, avançará a requalificação da marginal e criar o parque de campismo, assim como intervir no complexo desportivo que “está abandonado”, sem esquecer um ancoradouro para acesso à náutica de recreio. Em Oliveirinha, estão prometidos novos balneários para a Arco. Na freguesia de Eixo e Eirol, o anfiteatro no parque de Azurva e praias fluviais na Balsa e em Eirol. O novo jardim da Póvoa e relvados sintéticos para prática desportiva em Nariz e Requeixo estão na lista de Nossa Senhora de Fátima, Requeixo e Nariz.

De volta à zona citadina, Alberto Souto espera ter oportunidade de “corrigir o erro de perspetiva” assumido para a antiga lota com “um novo estudo”, já que a intervenção foi colocada “num mau caminho”, propondo uma “abordagem ao contrário, com meia dúzia de edifícios”, que até podem ser para habitação e serviços, “mas em escala muito menor e criar um parque urbano”.

Já os “bons projetos culturais são para manter”, como o Festival dos Canais. Alberto Souto diz que tem “um programa para quatro anos, sem obras de regime” e com “programas imateriais importantes”.

(em atualização)

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