
“A gestão florestal no Baixo Vouga vive um momento decisivo” constata a Associação Florestal do Baixo Vouga (AFBV) ao anunciar a organização de uma ‘mesa redonda’ “Floresta: Hora de mudar a página”, que está agendada para 10 de dezembro no cineteatro Alba.
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“Entre oportunidades únicas para enfrentar as alterações climáticas e um crescente sentimento de desmotivação na gestão do território”, a AFBV considera que “torna-se urgente refletir, reorganizar e encontrar novos caminhos”.
A sessão “será dedicada à partilha do trabalho recente, à análise dos sinais deixados pelo incêndio de 2024 e ao debate sobre soluções concretas para uma gestão florestal mais eficiente e alinhada com os desafios atuais”.
Na intervenção inicial Luís Sarabando, diretor técnico da AFBV, irá fazer um panorama geral intutlado “O Estado da Gestão Florestal no Baixo Vouga: Para Onde Vamos?. Representantes da Universidade de Aveiro, Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro e de empresas ligadas ao sector deverão dar os seus contributos também.
12 projetos AFA no terreno até 2025
O modelo das Áreas Florestais Agrupadas (AFA) da AFBV foi selecionado como “uma das iniciativas relevantes” do ‘SMURF Project’, reforçando o seu “compromisso com a inovação e a sustentabilidade”.
Focado na pequena propriedade, o projeto apoiado pela União Europeia permitirá “beneficiar de parcerias internacionais e aceder a conhecimento técnico e novas metodologias para enfrentar os desafios das alterações climáticas e do abandono da gestão” da floresta.
Em concreto, é uma oportunidade para aderir a “novas soluções de gestão florestal para o Baixo Vouga, promover formação especializada e dar visibilidade às dificuldades associadas à gestão da pequena propriedade rural a nível europeu”.
Através da expansão das AFA, a par de trabalhos de restauro ecológico, a AFBV pretende incentivar “o ordenamento” preparando o Baixo Vouga para “os desafios climáticos e ecológicos que se avizinham” numa “estratégia para a pequena propriedade” que está a ser “desenvolvida e partilhada no âmbito do projeto europeu SMURF Project”.
A AFBV fixou o objetivo “ambicioso” de ter 12 projetos AFA no terreno até 2025, envolvendo cerca de 135 proprietários e abrangendo 170 hectares, “aumentando a escala de gestão e melhorando a rentabilidade”.
- Um exemplo na região é a nova AFA em Vilarinho de S. Roque (Albergaria-a-Velha) que arranca com 11 proprietários e uma área total de 11 hectares, em 20 parcelas contínuas. Uma intervenção considerada “essencial para reduzir riscos na zona de Chão de Riba e é uma resposta direta à necessidade de gestão pós-incêndios.”
- Já o projeto de restauro ecológico da Ribeira do Beco, em Águeda, está a ser executado através do controlo de invasoras, renaturalização de margens e replantação de espécies autóctones.
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