Acusado de atear fogo que destruiu habitação nega em tribunal

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Tribunal de Aveiro.
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Um homem de 33 anos acusado de atear fogo à própria habitação, que ficou destruída, negou os factos no início do julgamento, esta quinta-feira de manhã, no Tribunal de Aveiro, em que responde, também, por violência doméstica, de que terá sido vítima a companheira.

Os factos em causa remontam à noite de 29 para 30 de agosto de 2021, na freguesia de Arrancada do Vouga, concelho de Águeda.

Segundo a acusação, o arguido, que se encontra em prisão preventiva à ordem do processo agora a ser julgado, ter-se-á deslocado à residência, num primeiro momento, onde agrediu a companheira, que veio a ser recolhida pela GNR. Depois regressou ao local e, presumivelmente, lançou fogo à casa alugada, que veio a provocar danos materiais avultados, uma vez que ocorreu a destruição completa da habitação e recheio.

Uma vizinha ainda chamou os bombeiros, que chegaram a tempo só de impedir a propagação das chamas a casas contíguas.

Quando deteve o suspeito, a Polícia Judiciária adiantou que os factos foram praticados “num quadro de violência doméstica, na sequência de vários episódios recentes e recorrentes de agressões físicas, ameaças e injurias várias, suportados por grave dependência alcoólica e de estupefacientes”.

Ouvido em tribunal, o arguido, à data operário fabril, negou a autoria do incêndio, garantindo que quando chegou a casa viu um sofá a arder e só conseguiu retirar os animais de companhia (duas gatas) para o carro.

Sobre a alegada agressão, ocorrida quando foi a casa da primeira vez, num vai e vem para o café próximo, o homem admitiu que forçou a entrada porque a companheira não abria a porta e depois deu-lhe “uma palmada, mas não foi violento”, uma vez que falava ao telemóvel e não lhe estaria a dar atenção. Questionado pela advogada de defesa, o homem admitiu que se encontrava alcoolizado e explicou que ia buscar droga para consumir.

O arguido relatou que quando percebeu a presença da GNR no lugar voltou a casa, viu algum fumo, entrou para buscar as gatas e aguardou no exterior pelos bombeiros, atribuindo à falta de discernimento, por força do seu estado alterado, não ter noção da dimensão do incêndio. “Cá de fora não me apercebi de nada”, disse.

Testemunhas relataram à GNR que o suspeito estaria a ver o fogo com uma cerveja na mão. Em tribunal, admitiu que assim tivesse acontecido.

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