“A discussão que interessa é onde investimos mais e como inovamos” – Ribau Esteves

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Abertura da 'Aveiro Tech Week' 2022.

Numa semana dominada pela assinatura do acordo de concertação social, que precedeu a entrega do próximo Orçamento de Estado, o presidente da Câmara de Aveiro apontou o contributo da gestão municipal por si liderada, entendendo que é um exemplo a seguir por quem governa o País ou está na oposição.

Ao intervir na sessão de abertura da ‘Aveiro Tech Week’, ao final da manhã, Ribau Esteves (PSD-CDS-PPM), que cumpre o terceiro mandato seguido na autarquia (último permitido), terminou com uma nota de agradecimento pelo apoio da União Europeia (UE) “por tantas coisas que faz por nós” nas suas várias vertentes, “mas sempre com a esta lógica que temos em Aveiro, de termos o investimento que gera emprego, de gerar riqueza e procurarmos ajudar os políticos que governam e os que querem ser alternativa”.

“Não podemos andar sistematicamente nesta discussão de quem dá mais descontinho a quem, quem dá mais uma pensãozinha a quem, quem baixa o IRC e o IRS mais um porcentozinho. Nós assim não vamos lá”, afirmou o presidente da autarquia.

Ribau Esteves defendeu que “a discussão que interessa é onde investimos mais com recursos públicos e privados, como inovamos, como criamos mais mercados, como criamos emprego mais qualificado”. Deve ser “por aqui que têm de ir os recursos, que puxam toda a gente para cima e não a lógica reinante, em que o poder é disputado pela oposição para ver quem dá mais descontinho, esse é o caminho errado”, vincou.

“Nós queremos ir pelo caminho de quem cresce, pelo trabalhado de cada um, pela capacidade de gerar riqueza a partir da riqueza que podemos dar contribuir para sermos um País e uma Europa mais capazes”, defendeu.

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Dar visibilidade ao “ecossistema” ‘tech’ que existe na cidade

Sobre mais um edição da ‘Aveiro Tech Week’, que agrupa os eventos ‘Techdays’ (demonstração de tecnologias), Criatech e Prisma (estes últimos relacionados com o aproveitamento das tecnologias na vertente da criatividade e cultura), Ribau Esteves sublinhou a importância de dar visibilidade ao “ecossistema” que existe na cidade, “puxado pelo nosso motor principal, que são as empresas privadas, com motores auxiliares importantíssimos como são a Universidade de Aveiro, o Instituto de Telecomunicações e humildemente a Câmara Municipal”.

“A semana faz sentido porque é um trabalho de todo ano, diário, de todos os parceiros, para depois termos esta montra para mostrar aos outros o que fazemos, com um cuidado de comunicação e intensidade mais forte”, explicou, relembrando que edição de 2022 serve também para “trabalhar” a candidatura de Aveiro a Capital Europeia da Cultura já em fase adiantada para ser submetida a avaliação final.

“É uma semana para dar conta do que fazermos e estamos a fazer muitas coisas”, referiu, apontando as iniciativas do programa ‘Aveiro Steam City’ (tech labs escolares) do ‘Living Lab’ ou de projetos para a introdução mobilidade elétrica, bem como nas áreas do ambiente e energia com vários parceiros que “trabalham cá no dia a dia”.

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Discurso direto

“Destas parcerias fazemos mais e melhor. O impulso que tivemos na investigação e inovação caminha para 50% mais no nosso orçamento. As candidaturas que nós fizemos permite que a região de Aveiro esteja ao mesmo nível de Braga e Lisboa, a universidade está envolvida em 21 projetos e terá um incentivo à volta de 50 milhões de euros. Vamos criar novos cursos para novas formações. A UA irá submeter neste mês à acreditação um curso de mestrado integrado em medicina.” – Artur Silva (vice-reitor da Universidade de Aveiro).

“Somos o quartel general da inovação da Altice. Empregamos na cidade mais de 700 pessoas. Em breve, vamos crescer para 850, 900. Aqui nasceram uma série de marcos da tecnologia para o mundo, a primeira rede de fibra, inventámos o pré-pago, ajudamos Portugal a ser quarto país a ter banda larga. Aveiro foi a primeira cidade a testar o 5G e queremos fazer uma candidatura para ter o ambiente mais avançado para os parceiros testarem os seus serviços.” – Paulo Firmeza (diretor de estartégia e inovação da Altice Labs).

“Orgulhamo-nos muito do projeto ‘Aveiro Steam City’ que nos permitiu criar um ‘laboratório vivo’ na cidade, o ‘Aveiro Living Lab’, que mantemos em atividade e que queremos disponibilizar a outras entidades nacionais e estrangeiras que queiram tirar partido da infraestrutura, contribuindo para dar relevância à cidade e desenvolver a inovação no país. Não posso deixar de aproveitar esta oportunidade para apelar ao reforço na formação de jovens nas tecnologias da informação e das comunicações. Como em 1973, a afirmação de Aveiro como capital nacional das telecomunicações é hoje mais uma vez condicionada pela sua capacidade de formação de quadros técnicos altamente qualificados que necessitará daqui a uma ou duas décadas e que determinará a atração de novos investimentos e de novas empresas. A aposta tem de ser feita já hoje” – José Carlos Pedro (presidente do Instituto de Telecomunicações).

(em atualização)

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