
A Câmara de Aveiro anunciou “uma redução significativa” da tarifa de Resíduos Urbanos (RU) para 2026″.
A deliberação aprovada em reunião de executivo prevê “uma descida de cerca de 32% para utilizadores domésticos e de aproximadamente 11% para utilizadores não domésticos, face aos valores praticados em 2025.”
Segundo a edilidade, esta decisão “resulta, sobretudo, da diminuição do custo de tratamento dos resíduos urbanos indiferenciados, refletida na tarifa de tratamento aplicada pela ERSUC”.
Para 2026, o valor fixado da tarifa da ERSUC é de 50,25 € por tonelada (acrescido de IVA), uma redução expressiva face aos 75,30€ por tonelada registados no ano anterior.
Em sentido oposto, devido a imposição legal, a Taxa de Gestão de Resíduos (TGR) paga à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) aumentou em 2026 passando de 35€/ tonelada para 40€/tonelada. Por isso, “a repercussão desta taxa nos utilizadores teve de ser revista e aumentada.”
“Na prática”, explica a Câmara de Aveiro, “esta revisão traduz-se numa poupança direta para os utilizadores”: no caso de um utilizador doméstico com um consumo médio mensal de 10 m³ de água, a fatura mensal baixa cerca de 1,44€, com TGR incluída, e para um utilizador não doméstico, a fatura mensal apresenta uma redução de 0,93€.
A maior redução aplicada aos utilizadores domésticos “reflete também o peso deste segmento, que representa mais de 39 mil utilizadores, face a cerca de 5.800 utilizadores não domésticos.”
O município garante “a manutenção de um nível de serviço classificado como ‘bom’, assegurando a continuidade da qualidade na recolha e tratamento de resíduos”.
- Em 2026 será feita a introdução, pela primeira vez, de um modelo PAYT (“Pay-As-You-Throw”) para utilizadores não domésticos com contentores de uso exclusivo. Este sistema permite calcular a tarifa com base na quantidade efetiva de resíduos produzidos, promovendo uma maior justiça tarifária e incentivando a redução de resíduos. Nesta fase inicial, o modelo abrange 153 utilizadores não domésticos, estando prevista a sua expansão gradual, embora condicionada por exigências logísticas e operacionais, como a implementação de recolha porta-a-porta e a disponibilidade de espaço para contentores individuais;
- Prevê-se também a criação de tarifas variáveis específicas para utilizadores — domésticos e não domésticos — sem abastecimento de água, com estimativas de consumo médio definidas com base em dados da AdRA;
- O tarifário social de resíduos urbanos continuará em vigor em 2026, mantendo o modelo atual. No entanto, a autarquia está a avaliar a possibilidade de introduzir um sistema automático de atribuição, alinhado com a legislação nacional, o que poderá acontecer apenas em 2027, mediante revisão do regulamento municipal.
- Também para 2027 estuda-se “a possível introdução” de um tarifário para famílias numerosas.
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