
A Energest – Engenharia e Sistemas de Energia, com sede na Maia, projetou e desenvolveu uma caldeira de biomassa “de elevada eficiência” para a DIAM Portugal, empresa instalada em Fiães, Santa Maria da Feira, que é especializada no fabrico de rolhas técnicas de cortiça.
“Com capacidade para produzir 5 toneladas de vapor/hora, esta caldeira foi desenhada especificamente para queimar pó de cortiça, mistura de terras e estilha de madeira, subprodutos com elevado potencial energético, mas que colocam desafios exigentes à combustão industrial”, refere uma nota de imprensa.
A conclusão da instalação da caldeira está prevista para o segundo trimestre de 2026, sendo que o comissionamento terá lugar no final do primeiro trimestre.
“Com um compromisso de disponibilidade superior a 8400 horas por ano, o sistema foi concebido para garantir uma operação contínua e fiável, reduzindo significativamente as necessidades de manutenção”, acrescenta a empresa.
Segundo José Guedes, CEO e fundador da Energest, a caldeira já com certificação CE (Diretiva Europeia 2014/68/EU), foi desenvolvida com sistemas de alimentação independentes e grelha móvel, de forma a maximizar a eficiência operacional”.
Um sistema que é complementado por um economizador, “que permite a recuperação de calor dos gases de combustão”. O permutador gases/água aumenta a temperatura da água de alimentação e, consequentemente, melhora o rendimento global do sistema, “reduzindo o consumo de biomassa”. É a integração deste componente que “contribui para a sustentabilidade operacional da unidade.”
O projeto teve em conta o elevado tempo de indisponibilidade das caldeira devido à elevada frequência de intervenções de manutenção. Com a solução técnica, torna-se possível “responder à variabilidade dos combustíveis, uma condição essencial para garantir o fornecimento de vapor contínuo, mesmo com alterações nas tipologias de biomassa disponíveis.”
A resposta dada à DIAM “tem vindo a despertar o interesse de várias empresas do setor, que enfrentam dificuldades semelhantes associadas à combustão de resíduos heterogéneos e com alto teor de cinzas”, uma “solução” que “promete marcar um novo standard no setor da cortiça, com custos operacionais mais reduzidos. “
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