Linha do Vouga (arquivo).

A notícia hoje avançada pelo jornal PÚBLICO confirma o que os passageiros sentem na pele: a Linha do Vouga está a ser deixada ao abandono por pura inércia política e operacional.

97 comboios suprimidos em apenas dois meses não são apenas estatística; são vidas afetadas, empregos em risco e uma região litoral vibrante que é tratada como se fosse um deserto.

O que nos indigna:

• Gestão de Conveniência: A CP admite preferir suprimir comboios no Vouga para não afetar as linhas do Grande Porto. Somos passageiros de segunda?
• Obsolescência Programada: É inaceitável que a circulação dependa de dispositivos (PDA) descontinuados e de um sistema operativo “pré-histórico”.
• O “Desperdício” de 6,2 Milhões: Gastaram-se milhões no troço central para agora circularem apenas “comboios fantasma” vazios, enquanto os passageiros continuam a ser transportados em táxis desde 2013.
• Falta de Visão: O Plano Estratégico da CP até 2032 ignora totalmente esta linha. Se não há material circulante novo nem estações dignas, como querem atrair passageiros?

O nosso levantamento exaustivo às 10 paragens entre Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga já provou que a infraestrutura é precária. Não aceitamos a desculpa do Secretário de Estado Hugo Espírito Santo de que as obras serviram apenas para os comboios “não caírem”. Exigimos uma linha que sirva para circular com dignidade!

Exigimos:
1) Instalação imediata dos AMV (agulhas) comprados em 2024;
2) Substituição integral do sistema de sinalização;
3) Um plano sério de renovação da frota de automotoras.

A Linha do Vouga tem futuro, basta que não a deixem morrer por falta de vontade!

Movimento Cívico Pela Linha do Vouga

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