Daniel Constant.

Pintor, poeta e prestigiado jornalista de “O Primeiro de Janeiro “nasceu em Matosinhos, no ano de 1907, mas desde os seis anos, conviveu com a Ria, por ter vivido em S. Jacinto, porque o pai, Imperato Constant, francês, natural da Tunísia era o encarregado geral da fábrica de conservas Brandão Gomes, cujo edifício era conhecido pela Seca naquela praia piscatória.

Por Por Fernando Ferreira Dias *

Foi aí que nasceu a sua paixão pela Ria e pelos barcos moliceiros. Os temas retratados eram quase sempre: flores, Aveiro e a formosa Ria.

Fez a sua primeira exposição das suas aguarelas em 1942, tendo realizado durante a sua vida 38 mostras individuais, quer em Portugal, quer no estrangeiro, tendo trabalhos seus no Museu Nacional Soares dos Reis, museus de Luanda, Regional de Aveiro e Etnográfico de Faro, entre outros..

Morou no Porto, na Rua do Bolhão, na companhia da esposa, Adelina Conceição Ludovico Constant, algarvia, pelo que passavam o tempo de férias, junto do Promontório de Sagres, onde possuía casa. Diante do mar azul e imenso pintava, pescava e passeava, com a mulher.

Como jornalista do periódico “O Primeiro de Janeiro”, foi encarregado, durante anos, da secção “Turismo & Gastronomia”.

Desenvolveu o símbolo da Fábrica ALBA, que corresponde às 3 primeiras, mais a última letra da palavra Albergaria.

O pintor e jornalista faleceu em 1984.

Em 1992, Ovar que ele muito pintou também prestou homenagem e deu o seu nome a uma artéria da cidade vareira. Em Aveiro nada tem.

* Série de publicações ‘Personagens que fazem Aveiro’. Artigo publicado em Aveiro na História.

Pintura de Daniel Constant.

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