
“Cada batalha eleitoral vale por si só”. Isabel Tavares, mais habituada às atividades sindicais, aceitou “o desafio” para ser cabeça de lista da CDU em Aveiro.
Os resultados eleitorais, que continuam a indicar algum ‘desgaste’ do PCP, não abalam a confiança em manter a presença autárquica atualmente na Assembleia Municipal (1 vogal) e nas freguesias (reduzida a 1 vogal em São Jacinto).
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A “boa capacidade de empregabilidade” e alguns avanços nas relações laborais em fábricas no concelho merecem nota positiva da candidata, que também encontrou “um défice e completo desrespeito pelos direitos dos trabalhadores” municipais na visita aos armazéns gerais e contactos mantidos com outros funcionários, por exemplo dos que estão ao serviço das escolas.
A candidatura local da CDU, que se afastou de qualquer acordo local mais alargado à esquerda, garante que tem no seu programa medidas que levam em conta “as necessidades dos aveirenses”. Mas reclama também “pressão” junto do Governo para resolver carências, nomeadamente no hospital de Aveiro, para manter-se plenamente operacional, o que não acontece na urgência de maternidade há longos meses, ou o fim das portagens que faltam desativar na A25.
Discurso direto
“Defendemos a reversão da municipalização da educação que deve estar sob alçada do Governo central, desde logo porque cria desequilíbrios, as autarquias com melhores condições podem dar melhores salários”;
“É preciso tratar da habitação social que existe e reforçá-la, o que não foi feito, não dando resposta à procura. Isto resolve-se com investimento público, tudo que houver para encontrar disponibilidade de verbas, não deixar o PRR de fora e olhar para o concelho como um todo. Acredito que existem soluções, há municípios a dar respostas”;
“Falta a conciliação dos transportes públicos, uma oferta que seja ajustada às necessidades. Temos de reorganizar e passar para a esfera municipal”;
“A Câmara é da cor do Governo, por isso as coisas não avançam. Temos de fazer uma pressão muito grande junto da administração central. No caso da urgência de ginecologia e obstetrícia é muito grave. Isto não acontece por acaso, é para encaminhar para o provado”;
“Continuamos a achar que é muito mau o que se passa na cultura em Aveiro. Os músicos de rua e questões que demonstram completo desprezo por algumas áreas;”
“As freguesias precisam de ser apoiadas, não podemos centralizar. É necessário descentralizar para que as populações tenham respostas válidas, não podemos focar no centro de Aveiro”.
Entrevista partilhada no Youtube e Facebook. Apoio à produção da Fundação Eng. António Pascoal https://fapascoal.pt.
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