
José Ribau Esteves assume que o partido liderado por André Ventura, depois das últimas legislativas, estará ‘bem embalado’ para eleger vereadores em Câmaras nas próximas eleições autárquicas.
“Em primeiro lugar, temos uma grande animação, uma agitação muito intensa, muitas candidaturas, como no Porto e Aveiro, muitos independentes, bem como a importância do Chega, que concorre a todas as Câmaras”, começou por referir o autarca de Aveiro no seu espaço de opinião no Porto Canal.
“Há aqui um grande ponto de interrogação, qual vai ser o efeito Chega nas eleições ?. Andámos sempre em disputa entre PS e PSD ou AD, em alguns também CDU. O Chega em 2025, a seis meses de autárquicas, faz 23 % e elege 60 deputados”, recordou.
A fidelização de apoiantes poderá, assim, fazer a diferença no desfecho autárquico. “Todos os partidos têm os seus indefetíveis, está na história, em todos os resultados eleitorais. Todos os partidos têm 50 % dos que votaram neles, têm uma fidelidade partidária. O candidato à Câmara da terra até pode não ser grande coisa, mas ‘é o candidato do meu partido’, portanto um partido que valia 1,3 ou 7,3 não é por meio por cento ou quatro que faz diferença. Agora um partido que valeu 23 % e os seus indefetíveis são 10, 11 ou 12%, elege um vereador na maior parte das Câmaras, ou pode eleger dois”, perspetivou o presidente da Câmara de Aveiro, que está a terminar o terceiro mandato seguido em Aveiro.
“Há quem diga que o Chega pode disputar presidências, continuo a apostar que não ganha nenhuma, mas passou a ser um player importante, que não era em 2021. Esse fator pode fazer grande diferença nas previsões mais clássicas que fomos fazendo”, alertou.
Centrando-se nas Câmaras “politicamente mais interessantes, mais populosas, as capitais de distrito”, Ribau Esteves considera “obviamente que Porto e Lisboa estão na primeira linha, com eleições disputadas, margens curtas.”
Depois, admitiu, existem “muitas situações de disputas com muitas interrogações”, enumerando “Braga, Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Faro, Setúbal, Évora”.
“Andamos pelo país e há muitas interrogações. Portanto, vamos ter um crescendo da focalização em cada município, intensifica-se o debate e o frente a frente. Em eleições autárquicas fazer previsões, mas é uma disputa política particularmente intensa em 2025”, referiu, considerando que, seja qual for o desfecho, “não terão nada a ver com leituras nacionais”.
Ainda assim, “pode dar alento no sentido que PS, que lidera a Associação Nacional dos Municípios, se mantiver, mesmo com alguma perda, conseguirá “um resultado positivo”. Já o PSD, “pode ganhar algumas Câmaras importantes e diminuir a distância, uma derrota com crescimento, também com nota positiva”, sem validar quem pretenda “tirar ilações sobre os méritos dos respetivos líderes.”
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