Ponte do Rio Alfusqueiro, Águeda.

A Câmara de Águeda recebeu notícia da aprovação do ‘FlorestAL – Projeto de reabilitação e valorização de Lourizela e Rio Alfusqueiro’, que será financiado no âmbito de um pacote de “ações e medidas de restauro” de rios e ribeiras anunciado pelo Ministério do Ambiente e Energia.

O financiamento vai ser realizado através da Agência para o Clima (ApC), no quadro da estratégia ‘ProRios 2030 –“Água que Une’.

Segundo a edilidade, o projeto-piloto envolve um investimento estimado de 870 mil euros, que conta com apoio público a 100%, englobando um total de 72 hectares na área de Lourizela e Vale de Égua e pretende a regeneração de áreas ardidas e a valorização do património natural (geológico e biológico).

Entre as ações previstas figura a proteção do solo e controlo da erosão com recurso a soluções de base natural, na linha do que tem sido feito no município, nomeadamente na Ribeira da Aguieira, em Valongo do Vouga, bem como em Aguada de Cima e nos rios Águeda e Alfusqueiro.

“O projeto prevê, entre outros aspetos, o assoreamento das linhas de água, a reflorestação com espécies autóctones e controlo das invasoras e ainda a criação de infraestruturas e projetos de valorização do território e a criação de uma área de microreserva”, explica a Câmara aguedense.

As infraestruturas incluem a criação de pontos de observação e interpretação da paisagem, percursos interpretativos geológicos e ecológicos, bem como locais para a transposição sazonal do rio, aproximando as duas margens.

Microreserva

A microreserva, na área definida de Lourizela e Vale de Égua, que será precedida de uma fase de identificação dos proprietários das várias parcelas (estabelecendo protocolos ou mesmo a aquisição de terrenos), permitirá criar as condições para a conservação e valorização de espécies existentes na zona, nomeadamente o rododendro (uma subespécie endémica da Península Ibérica e uma herança da floresta Laurissilva), o salgueiro chorão ou ainda os “carvalhais galaico-portugueses”, que se referem a habitats florestais de Quercus robur (carvalho-alvarinho) e Quercus pyrenaica (carvalho-negral), que são ecossistemas de grande importância ecológica e servem como refúgio para diversas espécies de flora e fauna.

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