42 anos da AAUAv – Desejosos pelo regresso, em pleno, à nossa Universidade

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Universidade de Aveiro.
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Ninguém esperava que, em 42 anos de vida, a AAUAv e seus núcleos iriam atravessar o cenário que se impõe hoje. Um cenário de indefinição e incerteza quanto ao futuro, sem precedentes. Mas há uma garantia, iremos continuar na defesa de uma estrutura com mais condições e mais forte, numa trajetória de crescimento.

Por António Alves *

A Associação Académica da Universidade de Aveiro celebra, no dia de hoje, 42 anos de vida. São 42 anos de história, 42 anos de lutas, 42 anos de conquistas. Acima de tudo, são 42 anos de defesa dos interesses de todos os estudantes da Universidade de Aveiro.

No entanto, este ano, não celebramos esta data como gostamos – em família.

Em 42 anos de existência, a AAUAv nunca atravessou um contexto tão adverso quanto o que assola a nossa sociedade, há meses.

Fomos impedidos de continuar a nossa atividade normalmente. Fomos afastados da Universidade e dos nossos estudantes. São tempos desafiantes que nos obrigam a reinventar a instituição, a repensar os nossos modelos de atividade e gestão. Mas, nada disso nos fez recuar.

Num contexto de mudança abrupta, enfrentámos a transição para o ensino a distância junto da nossa comunidade. Em conjunto com os núcleos da nossa estrutura, identificámos problemas e pensámos soluções. Embora longe, fisicamente, sentimos que a comunidade estudantil da UA, estava mais próxima de nós do que nunca. E correspondemos.

Temos de reconhecer a prontidão com que a Universidade de Aveiro respondeu aos grandes problemas que iam surgindo com a transição do modelo de ensino, mas também o seu papel na promoção do bem-estar físico e mental, no desafiante contexto de distanciamento social, como ainda o apoio essencial nos testes à população, ao COVID-19.

Apesar disso, não podemos deixar de mostrar a nossa preocupação quanto à indefinição que, ainda, se faz sentir quanto ao próximo ano letivo, na UA.

Outro facto que nos preocupa é a desresponsabilização dos órgãos centrais de governo, que remetem para a autonomia das Instituições, a indefinição de estratégia global na resposta à pandemia, para o nosso Ecossistema de Ensino Superior.

Por outro lado, mas igualmente preocupante, fica o desinteresse da tutela em auscultar os estudantes e perceber as suas preocupações para o futuro. Nesse sentido, a AAUAv, em conjunto com a AAUAlg, AAUBI, AAC, AAUE, AAUM e AAUTAD, fundou o movimento “Académicas.” que procurará fazer uma discussão profunda e alargada, de norte a sul, sobre que futuro se reserva para o Ensino Superior, onde pretendemos vincar as nossas preocupações relativas aos métodos pedagógicos, ensino e avaliação, ação social, abandono escolar, representação estudantil e a vida nas Universidades.

Ninguém esperava que, em 42 anos de vida, a AAUAv e seus núcleos iriam atravessar o cenário que se impõe hoje. Um cenário de indefinição e incerteza quanto ao futuro, sem precedentes. Mas há uma garantia, iremos continuar na defesa de uma estrutura com mais condições e mais forte, numa trajetória de crescimento.

É nessa tónica que enviámos hoje, ao nosso Reitor, dois documentos que refletem essa vontade e esse trabalho.

Consideramos ser estratégico para a UA, a criação de cada vez mais condições que fomentem a participação estudantil no projeto associativo da AAUAv. Uma Universidade sem massa critica é uma Universidade fraca. Desse modo, apresentámos um documento que visa o alargamento do Estatuto de Dirigente Associativo Estudantil aos Núcleos da AAUAv, e um reforço na atribuição de Estatuto de Agente Associativo. Um passo fundamental para o reconhecimento do importante trabalho que todos os Núcleos da AAUAv fazem, para o crescimento e desenvolvimento da UA.

Por outro lado, decidimos ser pioneiros, e defendemos a criação do Estatuto de Agente Cultural, numa lógica de reforço do trabalho que os núcleos culturais da AAUAv têm desenvolvido na Universidade, levando o nome da UA para todo o país e para o mundo. Pela natureza destes núcleos, que exige uma preparação constante, ao longo do ano, para a apresentação dos seus trabalhos, muitas vezes, fica difícil a articulação entre os estudos e o seu trabalho na dinamização cultural do seu núcleo. É daí que surge a necessidade da criação de mecanismos que reconheçam e defendam melhores condições, para que a articulação do seu percurso académico e cultural seja o mais harmoniosa possível.

Estamos desejosos pelo regresso, em pleno, à nossa Universidade. Voltando a encher os nossos Campi com a dinâmica do nosso projeto associativo, pela pedagogia, cultura e desporto na UA. 2020 está a ser um desafio, mas voltaremos mais motivados, mais preparados e mais fortes.

De 1978 para o futuro. Viva à Associação Académica da Universidade de Aveiro!

António Alves , presidente da AAUAv.

* Presidente da direção da Associação Académica da Universidade de Aveiro.

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