UA ajuda a desenvolver biogás de elevado potencial energético

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Duncan Paul Fagg, investigador da UA.

A Universidade de Aveiro (UA) está a procurar desenvolver formas de produzir “combustíveis sintéticos de elevado rendimento a partir do biogás.”

O projeto BioHigh, a cargo do Centro de Tecnologia Mecânica e Automação (TEMA), tem apoio do programa Compete 2020.

O biogás resulta da decomposição biológica de resíduos biodegradáveis, como a biomassa, ou dos resíduos urbanos e industriais.

O desafio da UA, segundo explicou Duncan Paul Fagg, investigador principal na divisão de pesquisa em nanotecnologia, citado na newsletter do Programa Compete 2020, passa por ultrapassar limitações caloríficas do biogás, alterando a sua composição para aumentar a capacidade de deposição de carbono “através da bombagem eletroquímica do hidrogénio na mistura da reforma.”

Os investigadores procuram alcançar “a formação de um combustível sintético com maior poder calorífico” e, por essa razão, “extremamente vantajoso.”

A União Europeia estabeleceu no seu programa de Investigação & Desenvolvimento (I&D) Horizonte 2020 “a transição para um sistema de energia confiável, sustentável e competitivo, de modo a enfrentar a escassez de recursos, o aumento do consumo energético e as alterações climáticas”.

Assim, o projeto BioHigh tenta responder a esta diretiva, “uma vez que é dedicado à conversão de dois gases de efeito estufa, usando apenas vapor de água e energia renovável como correntes de entrada, para formar combustíveis sintéticos renováveis, como metanol, os alcanos, o éter dimetílico (DME) e o petróleo sintético”, os quais podem ser usados diretamente nas infraestruturas de energia e transporte já existentes.

“Este projeto é extremamente atrativo uma vez que valoriza os resíduos convertendo-os em combustíveis de elevado interesse quer do ponto de vista social bem como económico-financeiro”, sublinha Duncan Paul Fagg.

Trata-se de um projeto promovido pela Universidade de Aveiro e conta com o apoio do Compete 2020 no âmbito do Sistema de Apoio à Investigação Científica e Tecnológica, envolvendo um investimento elegível de 199 mil euros o que resultou num incentivo FEDER de cerca de 169 mil euros.

Mais informações em https://www.compete2020.gov.pt/newsletter/detalhe/NL_16756_BioHigh

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