Tudo que precisas saber sobre as redes 5G

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As redes de internet móvel são parte crucial da revolução tecnológica do século 21, possibilitando o acesso à rede em toda parte, a qualquer hora.

Aplicativos de trânsito, máquinas de cartão de crédito, GPS, mensagens instantâneas, documentos, entre inúmeras outras possibilidades são abertas quando temos o poder da internet em qualquer aparelho portátil.

Por isso, engenheiros e especialistas de todo o mundo trabalharam para melhorar cada vez mais esta tecnologia, em gerações que conhecemos como 2G, 3G, 4G e finalmente as redes 5G: a mais nova iteração que, ultimamente, tem gerado muitas dúvidas, polêmicas e notícias. Quer saber exatamente como funcionam as redes 5G, e desmascarar alguns dos mitos que cercam esta tecnologia? Então confira este artigo.

É importante destacar que, embora as redes 5G não sejam perigosas como afirmam algumas das notícias falsas que circulam pela internet, as preocupações gerais com privacidade e segurança de dados móveis continuam válidas: a coleta de localização, inserção de anúncios, manipulação das operadoras e armazenamento de dados pessoais são alguns dos desafios para o usuário. Por isso, tanto para as redes atuais como para as redes 5G, ainda convém a busca por uma VPN que possa proteger a conexão dos dispositivos independentemente da rede.

As redes 2G, 3G e 4G

Quando estamos a falar de “G” para redes móveis, o que exatamente isso significa? Cada G representa uma geração de protocolos e tecnologias para telefonia, cada vez mais otimizadas e melhoradas para o mundo moderno. Por exemplo, a primeira geração 1G compreende a telefonia analógica tradicional, já a rede 2G – frequentemente chamada de Edge nos telemóveis – converteu a rede de telefones para o mundo digital.

Talvez mais importante foi a chegada das redes 3G, permitindo velocidades de até 200kbps em telemóveis, alcance superior, máquinas portáteis para cartões de crédito e afins, e até streaming de vídeo. Posteriormente, as redes LTE/4G possibilitaram um número maior de aparelhos conectados e velocidades significativamente mais altas, até a casa das centenas de megabytes por segundo.

Além das gerações propriamente ditas, melhorias incrementais também aparecem periodicamente, como as redes 3G + e 3.5G, ou então LTE Advanced, que possuem maior velocidade e estabilidade mas não necessitam de uma verdadeira substituição de equipamento. A nova geração 5G, por outro lado, se trata de tecnologias novas que exigirão novos equipamentos por parte das operadoras – Aveiro receberá a tecnologia 5G em 2021 – e por parte dos usuários, que precisarão de smartphones com modems e antenas compatíveis com 5G.

A inovadora rede 5G

A grande novidade das redes 5G é que esta não se trata de apenas uma rede, e sim, três novas tecnologias distintas que foram moldadas para cumprir diferentes papéis na infraestrutura móvel atual, operando com antenas distintas:

» Low-band: Emitem sinais em frequências menores que 2 GHz. Esta faixa era, antigamente, utilizada pela televisão analógica que há muito foi desligada definitivamente em Portugal. A importância é o longo alcance das ondas, e a desvantagem é o menor número de canais disponíveis, limitando a velocidade, que fica mais próxima àquela que já estamos habituados nas redes 4G atuais;

» Mid-band: Redes com sinal médio, entre 2 e 10 GHz. As redes Wi-Fi e de telefonia já existem dentro desta frequência, o que permite o uso da tecnologia DSS para que redes 4G mesclem com redes 5G, melhorando a captura inicial do sinal e transição entre as áreas com e sem cobertura. O equilíbrio entre velocidade e alcance fazem desta a principal banda a ser implementada pelas operadoras móveis, a princípio.

» High-band: Também conhecida como ultra-alta frequência, ou onda-milímetro, é o tipo mais impressionante de rede sendo utilizada na geração 5G. Suas ondas estão entre os 20 e 100 GHz. Esta rede é capaz de transmitir dados em até 200Gbps, ultrapassando até mesmo redes Wi-Fi domésticas – mas com um grande obstáculo, o alcance do sinal é extremamente curto, não passando dos 200 metros, ou seja, é necessária a instalação de diversas antenas a cada rua para que a cobertura seja completa.

Riscos à saúde?

Diversas notícias falsas e preocupações se originaram graças ao nome “micro onda” associado às redes high-band, convencendo muitos internautas de que o sinal poderia literalmente cozinhar-mos aos poucos, assim como um forno de micro-ondas. Entretanto, estes sinais não chegam nem perto de carregar a mesma energia que um forno, e não usam a mesma frequência.

Ao falarmos de radiações eletromagnéticas, podemos classificá-las como radiação ionizante e radiação não ionizante. A radiação ionizante é forte o suficiente para deslocar elétrons, ou seja, ao atingir nossos corpos, pode afetar o DNA e causar doenças como o câncer. Já a não ionizante não possui efeito em nossos organismos, sendo ignorada. Todas as frequências de 5G já estão em uso faz décadas em canais de TV, rádio e aparelhos como babás eletrônicas, e são completamente não ionizantes. Não existe nenhum estudo científico que comprove danos à saúde relacionados à exposição a este tipo de onda.

Assim, não há motivo para te preocupares, basta aguardar pela chegada da rede 5G em sua localização e investir em um aparelho com suporte à rede, desfrutando de maior velocidade e estabilidade ao navegar na internet.

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