Sector automóvel: País tem de aumentar as suas exportações

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Sector automóvel (imagem da AEP).
Comercio 780

A união faz a força e quando se trata das exportações, esse desígnio ganha ainda mais importância, sobretudo em setores como o do automóvel. Não me canso de dizer que as associações de empresas nacionais devem cooperar em eventos e outras iniciativas em parceria para contribuírem para o aumento das exportações do país. A AEP e a Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA) fazem-no há algum tempo e com bastante sucesso.

Por Luís Miguel Ribeiro *

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Um desses momentos aconteceu recentemente na participação na feira IAA Mobility, cujo foco está na mobilidade inteligente, conectada, sustentável e nas tecnologias que vão moldar a mobilidade no futuro e que se realizou em Munique, na Alemanha.

Este é um bom exemplo de como as associações devem cooperar no desafio que o país tem de aumentar as suas exportações, apoiando as suas empresas em mercados exigentes como é o caso da Alemanha. Este país é o motor da economia europeia e um mercado muito desenvolvido, que exige que as empresas portuguesas que exportam para lá tenham um nível de sofisticação e de inovação capaz de corresponder a essas exigências.

Durante quatro dias, esta dupla de associações encarregou-se de mostrar na feira IAA Mobility, competências da indústria portuguesa de componentes automóveis através de uma comitiva composta por cinco empresas. Mas as empresas nacionais a operar neste setor são muito mais, como se pode ver na infografia e na restante revista BOW que preparámos e que convido a ler até ao último artigo.

Além desta feira em Munique, a AEP tem uma presença regular e constante em certames para o setor noutras mostras na Alemanha, como é o caso da IZB – International Suppliers Fair e da GACS – Global Automotive Components and Suppliers Expo.

O setor automóvel tem uma elevada produtividade em Portugal, apresenta uma balança comercial equilibrada, até excedentária, e tem vindo a afirmar-se pela elevada importância para as nossas exportações. Por outro lado, está fortemente localizado a norte e no centro do país e, por isso, temos vindo, a fazer um trabalho de desenvolvimento da capacidade de penetração noutros mercados.

A suspensão da produção na AutoEuropa, pela dependência da importação de produtos da Eslovénia, só veio confirmar a necessidade de estímulo ao fabrico nacional de componentes
automóveis, cujas exportações estão a subir há 14 meses consecutivos e no primeiro semestre ultrapassaram os seis mil milhões de euros.

Esta foi uma paragem que afetou as exportações, porque a Autoeuropa é um forte player com um grande contributo nas exportações nacionais. A dependência de componentes de outros mercados demonstra como é importante continuarmos a investir, desenvolver e a inovar neste setor, para termos, cada vez mais, uma posição relevante.

Muitas vezes as dificuldades criam oportunidades. Estamos a falar de um país da União Europeia [Eslovénia], mas espero que a Europa tenha aprendido a lição com a pandemia para que cada vez menos situações destas se verifiquem.

A Europa tem de se consolidar na capacidade de autoabastecimento em diferentes setores e Portugal também tem de fazer o seu caminho no médio e longo prazo. E a AEP cá está, como sempre, para a apoiar as empresas nacionais

* Presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP). Editorial da Revista Business On The Way da AEP

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