PAN Aveiro interpela o ICNF sobre as matilhas de Aveiro

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PAN - Pessoas Animais e Natureza.
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Estamos em junho de 2023 e a CM de Aveiro continua a não possuir um centro de recolha oficial de animais. Nos últimos meses desenvolvemos, através do nosso grupo da Assembleia Municipal de Aveiro, interpelações e iniciativas com vista à criação de soluções para as matilhas no concelho.

A narrativa do presidente da CM de Aveiro, sobre este tema, foi evoluindo. Em fevereiro de 2023 afirmou que “a matilha (de São Jacinto de 2018) deve ter emigrado” e “Hoje, de facto, encontrar matilhas no nosso município é um episódio raro”. Em abril referiu “há duas matilhas registadas no município: Eixo e São Jacinto, … é preciso retirar os cães mais selvagens… Não vamos fazer parque de matilhas, porque isso ‘não tem pés nem cabeça’: não está na lei nem está em lado nenhum’…”

No passado dia 18 de junho, o Vice-presidente da Câmara de Aveiro, Rogério Carlos, em declarações à SIC, afirmou: “nós somos contra os parques de matilhas, a resposta ideal para a causa animal é realmente os Centros de Recolha Oficiais de Animais” – esquecendo-se de referir que o município não dispõe desse tipo de resposta, ficando por esclarecer onde serão acomodados os animais.

Na última Assembleia Municipal de Aveiro, o Presidente da CM referiu ainda: “… é inadmissível que um instituto que tem recursos humanos e responsabilidade de gestão, por
causa de meia dúzia de cães, quando devia tomar medidas que não quer tomar, feche a reserva.” – quando é do conhecimento da CM, pelo menos desde 2018, desta situação e,
desde essa altura continuou a desvalorizar um problema que agora remete para a responsabilidade do ICNF.

Nesta troca de acusações e responsabilidades Aveiro continua sem uma resposta para o problema das matilhas do concelho. Sendo que continua omisso o destino a dar aos animais das matilhas que venham a ser capturados.

Recordamos que a recolha em cativeiro de animais assilvestrados pode despoletar comportamentos agressivos e imprevisíveis, gerado pelo stress do cativeiro. Mais, este tipo
de comportamento pode tornar impossível a ressocialização com humanos bem como a prestação dos cuidados necessários.

Neste sentido questionámos o ICNF: qual será a sua atuação futura, bem como do destino a dar aos animais recolhidos?

Recordamos que existem outras matilhas no concelho, que continuarão a crescer e a reproduzir-se até que exista uma solução integrada para todo o município. Até lá, o problema continuará a agravar-se. Esperamos que esta passividade da CM de Aveiro, não resulte em nenhum acidente grave.

Comissão Política Concelhia do PAN – Pessoas – Animais – Natureza de Aveiro

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