Onde poupar na fatura de eletricidade?

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A Comparamais, especialista em comparação de preços, ajudou-nos a perceber onde estão os elementos-chave da fatura de eletricidade e descobrir onde se pode poupar neste gasto. E recordou ainda que nunca deve escolher um fornecedor de energia sem analisar as tarifas das restantes empresas…

Para muitas pessoas é difícil compreender as suas faturas de eletricidade, já que entre diferentes valores cobrados, leituras reais e estimativas e ainda uma multiplicidade de impostos a confusão é imensa. Para ajudar a perceber o que representam os diversos campos da conta da luz, e assim saber onde existem oportunidades para poupar, pedimos ajuda à Comparamais, especialista em comparação de preços. Com a sua ajuda desmistificamos agora como é cobrada a energia e onde estão as possibilidades de poupança…

A escolha do plano

O primeiro erro de muitas pessoas “está na escolha do seu plano de eletricidade. Muitos dos que ainda têm uma fatura simples não percebem que há vantagens em trocar para uma tarifa bi-horária. E há pessoas que já optaram por esta modalidade mas ainda não fazem uso dos preços mais baixos que ela oferece”, começa por referir a Comparamais.

Numa tarifa simples, a energia -cujo preço surge em €/kWh- é sempre constante. Mas “numa fatura bi-horária existem períodos, durante a noite e aos fins-de-semana, em que o preço da eletricidade é mais baixo. Estes são os chamados períodos de Vazio.

Como tal, ao adaptar a rotina para beneficiar destas horas, por exemplo para usar as máquinas de lavar loiça e roupa, consegue-se uma importante poupança”. Mas foi ainda referido que “caso não utilize estes períodos, o €/kWh da luz é mais caro no Fora-Vazio dos bi-horários do que numa fatura simples. O que significa que estará a pagar ainda mais ao final do mês”.

E como são calculados os preços?

O primeiro cálculo que surge em detalhe na fatura é referente ao custo efetivo da luz, em €/kWh. “Este preço é depois multiplicado pela quantidade de energia que gastou (o total de eletricidade em kWh). O resultado é o que paga pela eletricidade ao final do mês”.

A Comparamais indica ainda que é neste campo que surgem, habitualmente, as maiores confusões por parte dos clientes. “Muita gente não percebe que na conta podem surgir consumos reais, em que o gasto de energia foi contabilizado no contador de casa, e estimativas. Estas acontecem quando não há uma leitura do contador, e são previsões que o fornecedor faz com base na altura do ano e nos consumos de eletricidade dos meses anteriores”.

A Comparamais explica que é nesta zona da fatura que “nas tarifas bi-horárias se pode verificar o que gasta em períodos de Vazio, com eletricidade mais barata, e Fora-Vazio, em que ela é mais cara. Estas informações servem de alerta para, se for necessário, mudar algumas rotinas de forma a reduzir os gastos ao final do mês”.

Outro valor surge ainda calculado na fatura, que é a potência contratada. Esta tem um custo de acordo com a potência, em kVA, que o seu contador consegue debitar. “A potência contratada é um valor estável na fatura, pois tem um custo diário que é depois multiplicado pela quantidade de dias que estão em faturação. O que significa que oscila pouco ao longo dos meses”.

Por fim vai encontrar na fatura os impostos cobrados. Em primeiro lugar estão um pagamento para levar a energia até sua casa (o DGEG, de 0,07€/mês em 2020) e um Impostos Especial de Consumo, que é uma sobretaxa do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos associada à eletricidade (como tal, com um custo por cada kWh consumido). Há ainda a Contribuição para o Audiovisual (2,85€ em 2020) que ajuda a custear os serviços públicos de rádio e televisão. Em último lugar surge o IVA, “aplicado sobre o preço da energia, a potência contratada e outros impostos, e que aumenta em 23% o custo final da sua fatura”.

Como posso poupar na fatura de eletricidade?

A Comparamais explica que, “já que os impostos são sempre os mesmos independentemente do fornecedor, é no preço da energia e da potência contratada que deve concentrar atenções, já que eles são diferentes em cada empresa”. O valor do €/kWh é o principal fator a impactar a fatura e, por isso, a especialista em comparação de preços indica que “deve verificar o custo efetivo da energia e procurar sempre o mais reduzido. Além disso, compare os planos simples e bi-horários para verificar se pode tirar vantagem deles”.

Mas também a potência contratada pode representar uma poupança anual. “É verdade que os valores não diferem muito entre as empresas de luz. Mas numa análise recente verificámos, por exemplo, que entre a EDP e a Goldenergy existe uma diferença de 3€ por mês. Pode não parecer muito, mas ao final do ano são mais 36€ no bolso dos clientes”, conclui a Comparamais.

A Comparamais deixa ainda mais um conselho. “Nunca escolha o seu fornecedor de eletricidade sem analisar as ofertas dos outros concorrentes. Para fazer isso, a melhor solução é optar por um simulador de luz e gás, que lhe mostra uma estimativa de quanto vai pagar por ano em cada fornecedor e, dessa forma, ajudá-lo a descobrir o preço mais reduzido”…

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