O ‘Mercado Forex’

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Forex (do inglês FOReign Exchange Market) é o mercado internacional de troca de divisas (moedas). Bão tem um local concreto de realização, não tem uma Bolsa, nenhum prédio bonito ou território cercado onde se realizem operações com moedas dos vários países.

Com a palavra «Forex» costumam designar todas as operações realizadas no mundo, nos parâmetros das quais a moeda de um país é trocada pela moeda de outro país. Se um banco trocou euros por dólares americanos fechando um negócio com outro banco, então esta operação está inserida no mercado Forex. Se um particular entrou numa casa de câmbio e trocou as libras esterlinas que tinha no bolso por ienes japoneses, então esta operação também está inserida no mercado Forex.

Atualmente pode se vender ou comprar no mercado Forex praticamente qualquer moeda. Existem algumas moedas que gozam de grande popularidade (o dólar americano, o euro, a libra esterlina, o iene, o franco suíço) e existem outras menos negociadas. Para nós o importante é o seguinte: qualquer moeda é passível de ser comprada ou vendida.

O câmbio das moedas mundiais mais populares está constantemente se alterando, e é muito pouco provável que esta realidade venha a mudar nas próximas décadas. Acontece que foi ainda há muito pouco tempo, no início dos anos 70, que a comunidade mundial rejeitou a rígida ligação que existia ente o valor das várias moedas entre si.

Antes, quando imperava o sistema financeiro Bretton Woods, instaurado depois da II Guerra Mundial, foi aceite que o dólar americano se equiparasse por seu valor a uma determinada quantidade de ouro, enquanto que todas as outras moedas nacionais eram equiparáveis a uma determinada quantidade do dólar. Esta ligação entre as moedas mundiais e o dólar era bastante rígida, e comprar uma determinada moeda num determinado momento para mais tarde a vender com lucro era algo impensável para o cidadão comum.

No entanto, nos anos 70 do século passado, a situação se alterou. Os financeiros compreenderam que poderiam ser precisamente as flutuações nos câmbios das divisas a dar um novo impulso à economia mundial. E assim, o sistema Bretton Woods foi substituído pelo sistema das cotações flutuantes das moedas nacionais.

Naturalmente que a introdução dos câmbios flutuantes não subentendia sequer que uma moeda qualquer poderia, por culpa de alguém, perder metade de seu valor diante dos olhos de seu portador, como aconteceu com as ações (como comprar ações) durante a crise de 2008. Tais alterações bruscas dos câmbios das moedas são, pelo contrário, muito perigosos para a economia mundial. É por isso que os bancos centrais estão atentos para que não surjam quaisquer saltos extraordinários dos câmbios no mercado de moeda.

Ao comprar e vender moeda do seu país e de outros Estados, o Banco Central tenta alterar a relação da procura e da oferta do mercado em relação à sua moeda, em resultado do que se altera o câmbio da moeda nacional à escala planetária. Em geral os financeiros possuem instrumentos capazes de influenciar a situação. Por isso, aquelas oscilações nos câmbios das moedas aceites pelos bancos centrais não são normalmente perigosas para a economia mundial, mas antes, pelo contrário, são aceites e por vezes até benéficas, pois o leque de participantes do mercado é imenso e nessa multidão alguns terão interesse na subida do câmbio, enquanto que outros, na descida.

Não necessitamos ir longe a procura de exemplos. Um desses exemplos é que na compra de moeda no Forex podem estar interessados empresas importadoras e exportadoras de mercadorias. Se, por exemplo, determinada empresa vende carros para o estrangeiro e o câmbio da moeda estrangeira em relação à moeda nacional aumenta, significa isso que amanhã a venda dos carros trará ao produtor e ao exportador mais dinheiro em moeda nacional do que hoje. Temos então que para os exportadores o aumento do câmbio da moeda estrangeira será muito vantajoso porque ele obterá maior quantidade de moeda nacional que a inicialmente prevista para desenvolver sua produção dentro do país.

Se esses exportadores têm uma carga fiscal pesada (se pagam muitos impostos) – se o Orçamento Geral do Estado depende do bem-estar e riqueza destas empresas – então o Estado poderá permitir uma desvalorização prolongada e gradual da moeda nacional em relação à moeda estrangeira, ou seja, uma valorização da moeda estrangeira em relação à moeda nacional, estimulando deste modo o desenvolvimento dos setores de exportação.

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