O futuro da mobilidade é elétrico e capacitação tecnológica é a resposta para desafios do futuro

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Imagem site da BOSH.
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As alterações climáticas são consideradas uma das maiores ameaças do século XXI. Numa tentativa de reverter esta tendência, as políticas europeias e mundiais têm vindo a exercer enormes pressões sobre a indústria dos transportes, para diminuírem emissões através da eficiência energética e/ou eletrificação dos automóveis.

Por Diogo Fula *

Neste contexto, surge o automóvel elétrico, outrora considerado um conceito distante, mas que representa hoje cerca de 2,2% do mercado global, com um crescimento anual na ordem dos 45%.

Uma evolução que obriga a mudanças estruturais no setor, já que os automóveis híbridos e elétricos não utilizam motores de combustão, ou utilizam versões otimizadas e mai scompactas destes motores.

Estas novas formas de propulsão incorporam menos componentes em ferro fundido e aço, privilegiando a utilização de peça sem alumínio, polímeros e compósitos, tanto nas estruturas como nos conjuntos de propulsão.

A par desta mudança de paradigma ao nível dos materiais utilizados, as próprias peças necessárias para fazer os grupos de propulsão elétrica e híbrida não são as que eram convencionalmente produzidas pelo setor.

Sustentabilidade e eficiência são os grandes objetivos

Estas mudanças, associadas à crescente maximização da eficiência e sustentabilidade através da utilização de materiais leves e eletrificação da propulsão,suscitam uma alteração na tipologia de componentes necessários, para os quais a indústria terá de se adaptar a médio/longo prazo.

Estas novas peças de eletrónica de potência dependem da aplicação de novas tecnologias, essenciais para cumprir as necessidades e especificações de novos produtos e materiais.

A mobilidade elétrica também exige repensar os processos envolvidos na produção destas peças.

É possível antecipar que muitos dos produtos produzi-dos atualmente pelas empresas do setor vão diminuir drasticamente, ou até mesmo desaparecer num prazo de 5 a 10 anos, em detrimento de novas famílias de componentes.

Em Portugal, a tecnologia para fabrico de peças em ligas de alumínio mais praticada é a fundição injetada e existem várias empresas especializadas na produção de componentes automóveis para motores de combustão, transmissão e chassis por esta tecnologia e existem várias empresas especializadas na produção de componentes automóveis para motores de combustão, transmissão e chassis por esta tecnologia. No entanto, estas evidenciam ainda quer a necessidade de desenvolvimentos científico-tecnológicos, quer a necessidade de elevados investimentos em linha com as atuais necessidades/requisitos de mercado para a produção de peças estruturais.

O mundo está a mudar e o setor dos transportes também, exigindo das empresas a capacidade de adaptação a novas realidades.

* Responsável pelo desenvolvimento de negócio na área das tecnologias avançadas de fabrico do INEGI – Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial. Adaptado de artigo publicado na revista Infometal de Novembro.

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