Museu Marítimo de Ílhavo recebe pintura de João Vaz

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Pintura de João Vaz, intitulada “Forte da Barra de Aveiro”.

O Museu Marítimo de Ílhavo completou, no sábado passado, 83 anos de vida, e como presente de aniversário recebeu uma obra de João Vaz, intitulada “Forte da Barra de Aveiro”, oferecida pela Associação de Amigos do Museu Marítimo de Ílhavo.

Sendo, agora, uma das mais valiosas peças da coleção do museu, esta pintura a óleo sobre tela, de 1913 (datação por aproximação estilística), retrata uma cena do litoral ilhavense e remete para a representação da Ria de Aveiro, um dos temas abordados pelo pintor aquando do périplo que fez no país.

Nos próximos tempos, a obra pode ser apreciada no átrio do museu, na passagem para o auditório. Anteriormente, fez parte da grande exposição “João Vaz (1859-1931). Um pintor do Naturalismo”, inaugurada em 2005 na Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, em Lisboa.

João Vaz (1859-1931) foi um dos mais importantes percursores do naturalismo português e membro ilustre do “Grupo do Leão”, do qual foi um dos fundadores (constituído, entre outros pintores, por Silva Porto, Columbano Bordalo Pinheiro e José Malhoa). Marinhista convicto firmou o seu percurso na interpretação das paisagens marítimas e dele ficaram algumas das interpretações mais primorosas dos extensos areais e do mar português.

O 83.º aniversário do museu celebrou-se no fim de semana passado, 8 e 9 de agosto, com um programa comemorativo menos extenso que o habitual, mas com igual qualidade e significado, até porque o museu pôde-se rodear dos seus amigos mais chegados na cerimónia comemorativa.

Neste momento solene firmou-se para 2021 (assim permitam as circunstâncias) as comemorações do centenário do nascimento de Cândido Teles, que já tiveram um preâmbulo neste 83,º aniversário, prevendo-se a realização de exposições, oficinas, visitas ao território e locais de inspiração, interpretações contemporâneas, projetos com escolas e parcerias com diversas entidades. 2021 será também o ano da reabertura do Navio-Museu Santo André, que se encontra em estaleiro para trabalhos de reabilitação.

Após a reabertura a 1 de julho, com todas as medidas de segurança da Direção-Geral de Saúde e com o selo “Clean &Safe – Património Cultural”, atribuído pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e Turismo de Portugal, o Museu Marítimo de Ílhavo alcançou, em julho, uma ocupação diária de 75% e, nos primeiros dias de agosto, de 90%.

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