MP quer ex-funcionária de ATL que assaltava casas de utentes na cadeia

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Tribunal de Aveiro.
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A ex-funcionária de um ATL de Esmoriz, Ovar, que está a ser julgada no Tribunal de Aveiro por assaltos que causaram milhares de euros de prejuízos, incorre em mais um crime de furto qualificado por força de um conjunto de alterações de factos imputados na acusação comunicadas esta sexta-feira pela juíza presidente, o que adiou a leitura do acórdão.

A arguida, 38 anos residente na zona de Paramos, Espinho, terá feito cópias de chaves de casa que retirava das mochilas de utentes. Como tinha grande proximidade às crianças, conseguia obter informação sobre os hábitos dos pais, o que permitia fazer os assaltos quando estavam ausentes.

Mas há registo de outros casos, em que recorria à chantagem para que os menores lhe trouxessem objetos de valor, como ouro, e dinheiro. Alguns dos utentes assumiram tais factos em tribunal durante o julgamento.

Nas alegações finais, a Procuradora do Ministério Público considerou que ficou provado o envolvimento da mulher, para quem pediu pena de cadeia efetiva, atendendo a antecedentes criminais por furtos.

A ausência não justificada no julgamento também pesa. De resto, a arguida nunca prestou declarações sobre os factos, inclusivamente na fase de inquérito. Na acusação inicial constam nove crimes de furto, cinco dos quais na forma qualificada por factos que ocorreram entre 2015 e 2016.

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