Hat Weekend ocupa ruas de S. João da Madeira com obras inéditas e muita performance

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Hat Weekend (2018).
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O festival do chapéu em S. João da Madeira tem nova edição de 19 e 21 de Julho.

A programação do Hat Weekend começa a chegar à forma final. Depois dos anúncios na área da música, projetos de comunidade e arte urbana, torna-se conhecido o grupo de artistas que ocuparão as ruas com teatro, dança, performance e artes plásticas.

Entre junho e julho, S. João da Madeira vai ser ocupada por chapéus gigantes. Oito artistas locais foram desafiados pelo Museu da Chapelaria para desenvolverem peças originais de grande formato que reflitam sobre a temática “S. João da Madeira, cidade dos chapéus”. Trabalhando em áreas tão diversas quanto a escultura, o manuseamento de feltro, criação 3D, impressão em têxtil, aplicações cerâmicas, pintura ou desenho, deste desafio resultaram oito cartolas gigantes que habitarão diferentes espaços urbanos da cidade. Sofia Neto, Francisco Pessegueiro, José Alberto Rodrigues, Bárbara Rocha, Filomena Almeida, Paulo Neves, Andreia Couto e José Miguel Cardoso são os artistas envolvidos no projeto “Chapéus com Memória”.

No fim de semana do festival e apontando a programação para diversas idades, o Hat Weekend vai dar espaço especial ao teatro de marionetas em diversos espetáculos nas ruas da cidade. Das histórias rurais reinterpretadas de João Pateta (Historioscópio – Teatro de Marionetas) às desventuras amorosas dos espanhóis Andryna y Gervásio (Mãozorra), passando pelos truques, a magia, o humor e folclore do grupo de Teatro de Marionetas da Feira, são várias as opções que permitirão redescobrir esta forma de expressão ancestral. E para refletir sobre a efemeridade da vida, uma peça de teatro físico apresentada pela Companha Teatro em Caixa, onde não faltará o humor e a música ao vivo.

Historicamente embaixadores do chapéu, os palhaços são presença obrigatória pelas ruas do festival com espetáculos que colocam a animação clown lado a lado com outras linguagens artísticas. Das desventuras da florista Pimpinella, aos hábitos especiais da peculiar Severina Marileine, passando pelo amor atribulado de Marinela e de Mestre Sousa, são diversas as histórias que prometem contagiar a boa-disposição na multidão. Apostando na transversalidade de linguagens, o Hat Weekend trará ainda espetáculos de novo circo, com os espanhóis Pessic de Circ a trazerem uma performance original, intitulada “Sidecar”, que apresenta uma exibição da técnica de mastro chinês com a arte acrobática; renovará a performance de homens e mulheres estátua (Chapéus de Pedra); e incluirá um espaço infantil onde não faltarão as brincadeiras didáticas com os Jogos do Hélder e as loucas experiências de manipulação de diferentes materiais.

Dança contemporânea e outros eventos

Destaque ainda para a dança contemporânea com dois espetáculos de rua premiados, da artista espanhola Pepa Cases; o manipulador de chapéus Guillermo Leon, que já atuou com o Cirque du Soleil e tem feito voar chapéus em todo o mundo; ou para os diversos projetos de animação de rua da associação MUDA’TE, que promove a inserção de jovens artistas no mercado artístico. Não faltará a preservação da memória e tradição, ponto de honra do festival, com a oportunidade única de assistir a uma reinterpretação das manifestações e rituais populares dos Caretos de Lazarim, Pauliteiros de Nevogilde e Caretos da Lagoa de Mira.

A antecipar o Hat Weekend 2019, este fim de semana, o evento “A Cidade no Jardim” vai contar com duas atuações que prometem ir abrindo a curiosidade para o festival do chapéu. Sábado, dia 8 de junho, Tânia Safaneta, a clown mais louca e imprevisível do Hat Weekend, vai voltar às ruas de S. João da Madeira. Domingo, dia 9, será a vez da banda de animação deambulante da Escola de música Arte do Som trazer os ritmos da dança ao centro da cidade.

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