
Como caminhar com o Sol a inundar-nos de correntes lávicas, quando apenas a água é nossa companheira?
Por António Garcia *
Fomos à descoberta de mantos aquáticos pouco conhecidos, lugares onde a fluvialidade do Vouga se revela em estado puro, em terras de S. Pedro do Sul. Depois de muita poeira e alguma persistência, encontrámos o recanto que nos esperava — e que nos refrescou o corpo e a alma.
Mergulhámos nas águas irrequietas do Vouga, num prolongado e fresco banho que nos libertou do calor e nos devolveu à leveza. Entre penedos e areia fina, resguardados do Sol, entregámo-nos ao silêncio líquido deste rio serrano. A natureza serviu-nos um piquenique de sentidos e saciou-nos a fome antiga de beleza.
Foi um instante perfeito, num espaço quase secreto, onde poucos têm a chave do tesouro. Nós encontrámo-la — e guardámo-la, com promessa de regresso.
Este Vouga, que desce da serra a desenhar vales verdejantes, bem antes de se banhar no leito da Ria de Aveiro, continua a surpreender. Sempre.
Agradavelmente. Intensamente. Obrigado, natureza.

* https://www.facebook.com/antoniotony.garcia.9
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